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Era uma vez…

12/10/2010

                                              

   Vou falar indiretamente sobre mim, e diretamente sobre, acredito eu, uma das melhores infâncias que já residiram sobre esta massa sólida chamada Terra. A dos anos 90!

   Que hoje é Dia das crianças, qualquer ser que não foi no festival SWU, está a lembrar. Mas agora é hora de relembrar. Propagandas, filmes, brinquedos, desenhos, seriados, programas de TV, livros e tudo mais que marcou esta infância. E que realmente foi infância. Hoje, pleno dia das crianças não ouço nenhuma perambular e gritar pelas ruas andando de bicicleta. Foi-se a magia. Estão todas as garotas à ler a autobiografia, com muitas aventuras, de Justin Bieber. Enfim, vamos voltar ao início!

   É fato. Boybands marcaram esta época. Backstreet Boys, Nsync. E por aqui, claro, Mamonas Assassinas. Não classifico esta última como uma Boy band, apesar de na teoria poder ser considerada, na prática não gosto desse conceito. Mamonas Assassinas marcou, deixaram ótimas lembranças, e eu, pequetitcha que era, nada impedia-me de ser uma fã, e apaixonada pelo Dinho. Tendência a paixões platônicas desde piculutcha. Aliás, tenho o CD original até hoje. Aliás, naquela época, CD’s eram originais.

                             

   Músicas que marcaram esta época são inúmeras. Quem não se rendeu ao axé de É o Tchan? Que garota não tinha o shorts da Carla Perez?

                                       

             Ulalá, ula ula daqui pra lá. Ulalá, ula ula de lá pra quí…

  Chegou a hora temida. Sandy & Júnior. Anos 90 foi a época na qual ser fã deles, não era vergonhoso. A época que com a ajuda da Tata, se ligava para a rádio pedindo a música, para poder gravar em uma fita, e ter a alegria de ouvir quando bem entendesse. A época em que se cantava Era uma Vez no karaokê, com muito orgulho. Aliás, foi a época do karaokê. Foi a época em que na hora do Recreio, se fazia uma roda gigante, e dançava a música aonde o Júnior mandava virar de lado, e quebrar o pescoço, ou alguma coisa do tipo, você bom infantista, há de lembrar. E também, a época em que Vanessa Camargo queria cantar melhor que a Sandy no programa da Hebe. A época em que o Papai mandava gravar na papelaria VIP, um cd com músicas do Sandy e Júnior e outras do É o Tchan. Afinal, internet era discada, e baixar músicas, era algo de outro planeta. Logo a capitalização de Cd’s (originais) tornou-se constante, e nas prateleiras empoeiradas, encontram-se todos do Sandy & Júnior, alguns do é o Tchan, e todos das Chiquititas, mas este último, nos focaremos em Novelas.

                                       

   Para minha felicidade infantil, em um mesmo dia fui ao MC Donald’s me deliciar com um MC Lanche Feliz, ou seja, só comer as batatas, e ganhar um brinquedinho. Mas antes disso, fui ao show de Sandy e Júnior, e nas costas de papai ou de mamãe, foi o aonde me sentei aconchegadamente para conseguir vê-los. Um retrato do fim da noite aventuresca de minha vida:

                                

   Não posso deixar de citar quem infeitiçou nossos corações infantis, com a língua inglesa. Quem nos fazia esperar o videoclip passar no programa da MTV, para raras vezes apreciar aqueles efeitos visuais. Spice Girls.

                                  

  Quem não desejou os famosos saltos plataformais que elas usavam? Quem não assistiu ao filme delas, e sonhava com o Trailer que elas viajavam? Quem nunca fingiu ser uma delas com mais 4 amigas, e dublava suas músicas? Eu era a garota estranha, esportiva, que tinha um dente de ouro, ou sei lá o que era aquilo. Tinha uma Barbie, que ainda tenho, mas ela me dava medo. Eu pedi a loira pro Papai, mas ele fez uma pequena confusão, e me trouxe a estranhona, que foi a personagem que restou para mim fingir ser. Eu sempre fui a tranquilona, que não palpitava muito, e aceitava o que restava. Um exemplo, quando brincávamos de Power Rangers na árvore anormal do parquinho do colégio, que era nossa nave espacial, eu sempre era o Vermelho. Minhas duas amigas sempre brigavam pelo Rosa, e uma acabava sendo a amarela, e o que me restava? O vermelho, mas o vermelho, descobri depois de um tempo, tinha pipi. Mas isto é assunto para desenhos.

                                

  Não posso me esquecer de citar Vengaboys. Aquele CD não deve mais rodar de tanto que eu e minha irmã o ouvimos, em belas tardes aonde achávamos que tínhamos talento para sermos ginastas. E da cesta de lixo, improvisávamos com a imaginação infantil, o local que contém o pó branco. Da grama fazíamos nosso ambiente de acrobacias. Míseras estrelinhas, míseras.

  “Vou te bater uma real
 Vou dizer que sou o tal
 Bater um papo no café
 É Papo de jacaré
 Mas ve se fala por favor
 A minha língua…”

   Admito que até poucos minutos atrás, não sabia o nome de quem cantarolava essa música que eu adorava, e me esbaldava no Karaokê, em domingos de sol, depois de sair da piscina de 1000 L. Papo de Jacaré – P.O. Box.

   Bom xi bom Xi bom bom bom. Quem não lembra da propaganda da Tele cena, acho eu, aonde tinha uma “paródia” da mesma: Bom xi bom xi bom bom bom, BEM DE VIDA. Eu era fanática por esta música. Molejo, Terra Samba, Gil. Músicas de carnaval principalmente. “Bomba, para dançar isso aqui é bomba”, ah, recreios do pirlimpimpim!

           Brincadeira de criança, como é bom, como é bom…

                                           

   Garotas, admitam. Vocês se renderam à isso, certo? Eu sim, mas não apenas à esse. Tive minha fase posando de Skater Girl. Eu e minha amiga. Compramos nossos skates, usávamos nossos bonés floridos, All star rosa florido, tranças, e nos achávamos o máximo indo no CCAA. Minha infância radical!

                                                 

  Eu era fanática por Bichinho virtual. Infelizmente, tenho uma lembrança trágica com o meu. Um belo domingo, no sítio. Típico domingo familiar, todos reunidos, mesa farta. Tive a brilhante ideia de ir ao banheiro, mas fui apenas lavar as mãos, garota higiênica que sou. Eis que meu bichinho virtual estava pendurado no pescoço, e alguém, um homem provavelmente, deixastes a tampa aberta do vaso sanitário. Me inclino para pegar a toalha, do outro lado, e eis que meu bichinho resolve dar um mergulho. Voltei para a mesa em silêncio, uma cara de choro. Falei no ouvido da minha prima, que hoje é minha madrinha, aonde estava meu bichinho. O resto da história, fica por conta da sua criança interior. Até porque, o fim original não me deixou contente. Meu bichinho morreu. Mas o 1,99 é logo ali, e em breve teria outro em minhas mãos assassinas.

                                           

 Mais uma fanatismo infantil. Colecionar tazos, trocar tazos, viver por tazos. Querer ser um tazo.

                                                    

 Eu era ótima neste jogo. Como em todos os jogos que não exijam corrida, força, nem mira.   

                            

     Um clássico. Que me desculpe a geração Playstation, mas sou mais meu Super Nintento. Como eu adorava, ah como adorava. Jogar Mário. Assoprar as fitas para tentar fazê-las funcionarem. Ah, como eu adorava.

                                          

   Patinete (sem motor)! O sonho de quem assistia Telettubies. Finalmente ele surgiu. Eu e minha irmã, em algum Natal desses 18 anos meus, pedimos o tal. Papai sempre fanfarrão, disse que cada uma ia escolher uma caixa, e em uma continha um patinete, e na outra tijolos. Ele achava que enganava. Mas até que dava um certo medo de escolher a errada. Mas esse medo não costumava a existir quando abríamos os pacotes embaixo da àrvore de natal escondidas, para ver se o suposto Papai Noel, tinha cumprido o pedido da cartinha. Sim, cartinha. Desde muito pequetitas, meu Pai dizia que tínhamos que mandar cartinha pro Papai Noel, e a gente mandava, ele só não sabia que a magia já tinha acabado. Um dia se descobre que não existe certo? Ops, brincadeira criançada, existe sim!

   Não me contenho, preciso  ao menos citar outros objetos que me trazem boas lembranças. Barbies, ah, como eu amava Barbie. Eu brinquei disso por um longo, longo tempo. Acredito que perto dos 13 anos resolvi parar. Mas, ainda tenho tudo, casinhas, lanchotetes, as minhas Barbies descabeladas, ao contrário das da minha irmã, que são super bem cuidadas. Roupinhas, o carro pink, a escolinha, e duas Susies para estragar a beleza Barbial. E como já citado, a tentativa frustada de criarem a Barbie da garota com um dente mal pintado da Spice Girl.

  Os anos 90 também foram a fase das bonecas grandalhonas. Minha irmã já tinha a Eliana. E eu, sempre sortudona, enquanto estava no banho (eu lembro dessa cena), recebi a notícia de que havia ganho a Angélica gigante, que aliás, a única coisa parecida era a pinta. Mas também tive posse da Xuxa, a estatura de sua boneca era mediana perto das outras grandalhonas, que anos depois minha mãe emprestou as GG para a vizinha fazer seu prezépio gigante. Alguém me contou uma história assustadora sobre minha boneca da Xuxa. Tinha pavor dela! 

   Iô Iô, fofoletis, 5 marias, Cara-a-cara, Patins, bicicleta, a boneca Sonho Azul. Esta, como toda boa propaganda tem o poder de fazer sua cabeça, me fez querê-la, desejá-la com todas minhas forças, e aspirar por ela na data comemorativa mais próxima possível. Eis que consegui. Mas tive minhas decepções. Como toda propaganda, nem tudo é perfeito. Ela falava, sim, falava. Mas na TV ela falava uma frase de cada vez. E comigo? Comigo ela falava tudo em menos de um minuto, aquela maldita boneca queria tudo junto, comer, dormir, brincar, passear, abraços e beijos. Sonho azul…

   Nesta época, assistir à TV aos domingos tinha sua graça. Podia não ter tanto conteúdo, isso não mudou, mas ao menos crianças não viam maldades na Banheira do GUGU, eram apenas pessoas procurando sabonetes. O que hoje é lamentável, é ver uma banheira de purê de milho. Enfim…

                           

   TÁ NA HORA TÁ NA HORA! Até o programa da Xuxa já teve sua graça, e como teve. Ela não é só dos anos 90, Xuxa quer mesmo é viver todas a infâncias, infelizmente algumas pessoas não percebem que sua época acabou. Deixemos isso de lado. Devemos admitir, não existia melhor trilha sonora para as festinhas. Talvez É o tchan conseguia chegar perto do desejo infantil de trocar o CD da Xuxa, e cantarolar dançando inocentemente um axé. Mas afinal, Xuxa, era a Rainha dos Baixinhos. ERA, ok Xuxa? Portanto ela ganhava do Jacaré e CIA.

   “CRUJ CRUJ CRUJ, TCHAAAU!” Caju, Pipoca, Maluca, Chiclé. Eu era fã assumida da Disney Cruj. Eliana & cia, e os personagens que de lá saíam memoráveis. Lembro do Melocotô, o roxo com olhos esbugalhados, e o Chiquinho.

                                 

   Chiquititas. Sem a “Rebeldia” promíscua que infestou a infância dos anos 2000. Bom mesmo, era Chiqutitas. Meu sonho era ser a Fran. Veja só, queria negar a morenidade física. Ao menos eu tinha uma mini boneca dela para ser feliz. Que garota não usou o colar preto sufocando o pescoço? Que garota não sonhava com o Mosca? Que garota não tinha um sapatinho preto delas? Que garota não tinha uma amiga que tinha a roupa delas, e morria de inveja? Que garota não usava o lencinho na cabeça? Que garota não teve infância?

    Windows 98, internet discada. Kinder ovo R$ 0,70. Walkman. Cd’s originais. Ursinhos Carinhosos. Chicletes Ploc. O fantástico mundo de Bob. Hey Arnold. Popai. Parmalat. Esqueceram de mim. Carrossel. Rei leão. Titanic. Meninos BLÉ, Meninas Blé, Os batutinhas. Doug Funny e seu amigo verde. Sukita. Copa de 94 e 98. Bonequinhos da Copa. Twiste push pop. Capitão Planeta. Propaganda aonde a tortuguita come a cabeça da outra, e admita, você sempre comia primeiro os pés, depois a cabeça, e depois se esbaldava com o corpo. Tartaruga Ninja. Cinderela, este, eu assistia TODAS as noites, falo sério. Jurastic park. Zé buscapé. Cucky, o boneco assassino, o filme que eu quis ver, meu pai não deixou, e eu emburrada com a fita do meu lado me chamando. Bis preto, apenas preto. Power rangers. O menino do dedo verde. Aladin. Loira do banheiro. Luluzinha. Cavaleiros do zodíaco. Senta que lá vem a história. Sai de baixo. Cocoricó. Hakuna matata. Viva minha infância!

                           tempo bets à 2…

                                     FIM!

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