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09/11/2010

   Sem exatidão quanto ao tempo. Há praticamente 72 horas, o que mais tem sido noticiado dentre os meios de comunicação, tais como, twitter, telejornais, sites, e comunidades em redes sociais, é sobre o Enem, e o último ‘out’ que ele conseguiu dar.

   Em 2009, vazamento da prova. Eis aí um assunto já saturado dentre estudantes. O que nenhum imaginava, é que no ano seguinte, problemas em dimensões maiores, sim, maiores, viessem à tona.

   A primeira crítica que quero expor sobre o enem, não é sobre a desorganização acentuada que ele mostra ter. A esta, trarei o foco já – já. Quero expor meu protesto sobre outro. O enem se tornou um teste de resistência. É assim que vamos conseguir nossa vaga nas universidades de qualidade do Brasil. Com um teste de resistência, e paciência, diga-se de passagem. 90 questões! Tudo bem, não há problemas nisso. O problema transfere-se ao tempo. 270 minutos, 90 questões! Proporção: 3 minutos, 1 questão. Este é o problema. Eu não sou lerda para ler, e nem acho que a grande porcentagem dos estudantes que TENTAREM resolver TODAS as questões, o são. Não somos analfabetos. Queremos ter a certeza de acertar o máximo possível. Pergunto-lhe: Como conseguir tal, se nos falta tempo? 3 minutos, para ler cada texto extenso, interpretá-lo. Analisar imagens mal ilustradas, confusas, não difíceis, CONFUSAS. Alternativas confusas, não difíceis, CONFUSAS. E tenho mais uma dúvida: Onde fica o valor do estudante que deu tudo de si no decorrer do ano, estudando, ESTUDANDO típicos conteúdos de E.M., e quando chega o dia da prova, se depara com aproximadamente 90% de interpretação, a qual parece ser intencionada para que a educação do Brasil, em futuros gráficos, tenha uma posição lisonjeada, quando esta prova, fornece à adultos sem conclusão do Ensino Médio, o mérito de um diploma? Ou seja, vamos esconder esta falha do Brasil, com uma prova, uma média estipulada, para nos iludirmos de que somos um País culto, e com pessoas inteligentes o suficiente para ter um diploma de E.M.? Afinal, quanto mais pessoas com seu diplominha, melhor. Bravo! Vamos esconder a realidade do País assim. Fácil resolver. Fácil! Por favor, não estou criticando estes que correm atrás de seu diploma. Não me entendam mal. Também não estou dizendo que o Enem é fácil. Por favor! Mas valorizem-nos enem. Valorize quem está estudando para uma faculdade que exija conhecimentos de E.M.. Aonde vi Napoleão Bonaparte? Eu não o vi. Sem conclusões precipitadas. Repito, não estou dizendo o enem ser fácil, nem não ter cobrado reais conhecimentos de quem estudou. Cobrou claro. E afinal quem estuda, está a frente de quem não o faz. O que estou dizendo, é que tudo o que estudamos acaba não sendo desfrutado em seu real valor. Chega de tal. Eu nunca consigo passar em palavras o que realmente quero dizer. Se me entendestes mal, e não concordastes, talvez não deva o ter compreendido.

   Caneta preta. AO MENOS NOS DÊEM ESPAÇO PARA FAZER AS CONTAS, já que se primeiramente tentativas forem frustradas e erradas, não precisemos encontrar espaço aonde não existe. Mas de que mesmo adianta esta regra? Com fiscais mal direcionados, sem informações suficientes, mal cogitam exigir que alguns alunos guardem imediatamente lápis e borracha (proibidos para a realização da prova) , os quais nem deveriam ter levado. Regras não são regras? E a redação? Um rascunho, uma caneta preta. Como ter certeza da quantidade de linhas se no rascunho eu errar, tiver de riscar, e o espaço se esgotar? Volto a falar de fiscais! Como mensagens no twitter são publicadas “noticiando”, no mesmo momento da prova, que as provas contêm erros? Como um repórter passa informação via SMS do tema da redação? Como alunos usam relógios durante a prova? Porque os fiscais não foram devidamente preparados para exigir o que deveria ser exigido? Onde fica o princípio de igualdade em um concurso, em que candidatos usufruem de lápis e borracha, o que pode parecer futilidade, mas sim, faria diferença aos que respeitaram e não usaram, e mesmo às salas que foram privilegiadas de terem fiscais devidamente preparados. Lamentável!

  “PF na Bahia investiga vazamento do tema da redação do Enem 2010.” Ora, sinceramente… E isso. A culpa é da gráfica?

   “Cabeçalhos dos gabaritos do Enem não coincidiam com os cabeçalhos dos cadernos de prova.” 69 milhões foram pagos para a gráfica? Para isso? Provas amarelas na falta de questões. Questões ausentes. Candidatos prejudicados. Refazer a prova apenas para os candidatos da prova amarela? E A IGUALDADE AONDE FICA NOVAMENTE? 

    “MEC admite que matriz do Enem entregue à gráfica estava com erro.” ?

   Será mesmo que a culpa é sempre da gráfica? Onde fica a organização de um Exame a nível nacional? Já basta a falta de qualidade do ensino público, o qual recorre à cotas sociais, para ofuscar esse outro problema do Brasil, a educação pública. Ainda somos obrigados a parecer palhaços que estudam o ano todo, para conseguir elevar este país em qualificação e afins, e claro, garantirmos nosso futuro, dinheiro, capitalismo, não serei hipócrita, e em uma dia decisivo, somos pegos de surpresa, com falhas. Afinal, somos nós o futuro do Brasil certo? E onde está o respeito por tais? Não o vejo. Ofuscou-se.

   “Na visão do presidente o Inep, o Enem “cumpriu seu papel”.  ?

   “Para Lula, Enem foi um sucesso e os críticos não aceitam.” ?

     Não foram “apenas” dois mil alunos os prejudicados devido às falhas das provas amarelas. FORAM TODOS. Desde os alunos que se confundiram no cabeçalho, ou não receberam informações concretas, como EU. Chamei a fiscal para me confirmar de que realmente era para seguir a ordem de acordo com a informação dada no meio da prova. O fiz. Na incerteza, é claro. Como no meio de um concurso você recebe uma informação assim, na maior tranquilidade? Não foi o equivalente há 1 minuto o tempo de duração da informação em minha sala. Não ouve explicações. Foi vago. Após o aviso de uma pessoa que veio avisar, nenhuma fiscal reforçou a ideia. Nenhuma fiscal fez outro alerta. Eu chamei-a, graças a isso, ela avisou novamente à turma, quando outros já haviam saído. E esses, será que compreenderam mesmo? E como poderia eu ter confiança no que fazer? Impossível! Mas o fiz. Mandaram-me. Felizmente provas amarelas não afetaram minha sala. Muito menos a mim. Já é entendido de que os alunos que inverteram poderão recorrer sobre a ordem do gabarito. Mas e quanto a aqueles, os quais iniciaram o preenchimento da maneira que parecia ser, e só depois receberam o aviso de que não o era para ser feito, e então, começaram a preencher da maneira informada? E quanto aos que usaram ‘BRANQUINHO’ no gabarito? Aonde é que se usa branquinho em gabarito?

   TODOS OS CANDIDATOS SERÃO AFETADOS, direta ou indiretamente, tendo ou não tendo o cancelamento do Enem, e aplicada outra prova. TODOS. Além de todas as imoralidades que ocorreram isoladas, e através de comentários de estudantes, vemos que não foram em todos os lugares em que as regras foram seguidas como deveriam. Como fica quem tirou uma boa nota neste enem, caso ele seja cancelado? Como fica quem não foi tão bem assim, e se a prova aplicada para apenas os 2000 candidatos, seja mais ‘fácil’? E se mais difícil? Os 2000 sairão prejudicados! E quem garante que o nível será o mesmo? Este não é o ponto. A prova não será. Isso já destorce tudo. De uma maneira ou de outra, todos fomos prejudicados. Em minha opinião, nada mais justo seria o cancelamento. Nem todos sairão contentes. Mas a falta de igualdade que trará o não-cancelamento, é previsivelmente injusta. Não é nisto que se baseia um concurso. Não é?

            Exame está suspenso pela Justiça Federal do Ceará.

   Finalizo aqui, meu protesto “silencioso”. Dou ênfase. Não estou criticando o ENEM em si.  Toda esta ideia de unificação é muito inteligente. Abrange pessoas de todo o País, traz mais alternativas para todos. Mas e de que adianta esta ideia, se não aplicada de maneira correta? A falta de organização que este exame NACIONAL vem trazendo, trouxe junto uma falta de credibilidade imensa. A UEM, como exemplo, ano passado, suspendeu o uso por 2 anos, ano em que a prova foi vazada. E como as faculdades que adotaram-no como única fase, ou primeira, se sentem diante disso? São milhões de estudantes que dependem disso. Somos estudantes. Não somos palhaços!

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