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cheirinho de popô de neném…

29/06/2011

    Ando pensando ultimamente, muito, no futuro! Sabe, eu sempre fui o tipo de pessoa que apóia as maiores loucuras  do mundo, as maiores revoluções, inclusive, meu sonho é fazer parte de uma revolução estudantil histórica, e a qual caia um dia em alguma prova vestibulídica. Também sou a favor, e totalmente, do tal do ser humano correr atrás dos seus sonhos mais loucos, se jogar de cabeça em amores, se entregar ao mundo de corpo e alma, viver intensamente o fora do comum, do cotidiano, da rotina imposta… Sou a favor, portando, de se fazer aquilo que se tem vontade. Sem medo. Sem temer as consequências. Sem tanta racionalidade. E chego a uma contradição. O que eu estou fazendo? Administração?

   É tudo tão incerto quando você começa a ter que tomar suas próprias decisões. Quero dizer, eu tenho quase meus 19 anos vividos. Porém, admito. Até ano passado a coisa era bem diferente. Eu morava com meus Pais. A coisa fica séria então, quando você passa a morar sozinho. Eu estava prestando vestibular. A coisa fica séria então, quando você começa a fazer faculdade. Quando você é aprovado, você não pensa muito no que virá pela frente. Sua única preocupação é encher a cara depois de ver seu nome na lista de aprovados, dar risada, e mandar o mundo para PQP, afinal, você está na Melhor do Paraná. Grande coisa! Mera ilusão de calouro. Pobre calouro. Tenho dó, viu! Dó de mim! Tenho mais dó ainda de estar fora do meu eixo. Fora do meu mundo, que ainda desconheço. Afinal, se é isso mesmo que eu hei de fazer futuramente, que lamentável será minha vida profissional. Eu às vezes sinto uma vontade sonhadora e ilusória, momentânea, de jogar tudo para o alto – ou seja, vender meu Chiavenato, cancelar minha matrícula e estudar para prestar vestibular novamente, isso tirou toda a beleza da situação e sumiu com aquela emoção de radicalismo sonhador, porém, é bom ser realista, o que contradiz tudo o já dito -, e ir fazer dança. Fazer moda. Fazer cinema. E talvez o mais forte seja meu desejo mais racional dos menos racionais. Publicidade e Propaganda. Eu coloquei isso na minha cabeça, e dela nunca abstrair-se-á. Eu sei que quando estiver com minha filha, tendo de trocar fralda no meio da noite, com preocupações de trabalho explodindo minha mente, de TPM, em fase ‘tentando voltar ao peso normal’, mesmo que rica – claro, qualquer que seja minha profissão, o serei -,  sei que no instante em que o cheiro de popô de neném penetrar nas minhas narinas, hei de pensar: “Porque eu não fiz Publicidade?”. É fato! Pode ser que eu vá ter uma profissão incrível com Administração. Trabalhe na área desejada. Mas não terei feito o que tanto quis. O que ainda tem-se tempo de fazer! E isso é o que mais me assusta. E é aí que eu me questiono. Aonde vai parar todo o pensamento revolucionário e ‘faça o que lhe der na louca’ que apóio tanto para terceiros, quando para comigo, não o faço? Isso faz sentido? Não faz. As coisas ultimamente não estão fazendo sentido. Faz sentido eu ter que estudar matemática depois de ter meu diploma de Ensino Médio? Não faz sentido algum. Eu nunca cogitei ver novamente números, fora das verdinhas, depois dessa fase vital. E estou com problemas por estar vendo. Eu não vou desistir. Eu sou medrosa. Legítima cagona. Portanto, vou até o fim! – O que tecnicamente não faz tanto sentido, e até me consola. Afinal, medrosa estaria sendo se desistisse. Ou seja, serei medrosa independente do que fizer. – Mas eu sei, que quando o cheirinho de popô de neném penetrar nas minhas narinas, ou mesmo se ler esse texto, hei de pensar: “Porque você não tomou uma atitude naquele instante, sua maldita libriana racional e indecisa?”.

  Mas o que eu queria mesmo, é passar apenas mais um dia com meus 4 anos de idade, deitada no meu bercinho branco, e ao tomar minha dedela deleitar-me uma vez mais ao assistir Cinderela, Cinderela, um vestido para ela… E é aí que me intrigo. Eu não posso voltar no tempo e viver novamente isso. Porém, ainda estou em tempo de evitar o pensamento estimulado pelo cheirinho de popô de neném ao penetrar em minhas narinas…

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3 Comentários leave one →
  1. 10/07/2011 6:22 PM

    Dou suas palabras por minhas nesse momento..
    não tenho dúvida do meu curso,mas dúvidas da vida..é tão complicado mas tão belo isso ao mesmo instante não? é algo que todos passamos,que não podemos evitar..
    Parabéns pelo post Bah,vou vir aqui mais vezes..é sempre bom ter algo interessante para ler..
    beijos!!

  2. Sisenando A Amorim permalink
    29/06/2011 12:37 PM

    “Bah, quem sabe esse é o caminho prá que você possa enfim, fazer o que realmente quer…”

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  1. Life’s too short for the wrong job « Barbaridades

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