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“Querida Kitty,

05/07/2011

   Ao ler, você automaticamente inicia um processo criativo. Começa a imaginar os cenários, tornando-os reais quando apenas você e o livro. Imagina faces, desenha rostos, cria expressões. Utiliza palavras para criar uma singularidade em sua cabeça. Quando um leitor ao  ler um livro, descobre que este resultou em um filme, logo atiça um medo extremo de acabar com toda aquela beleza reproduzida por ele mesmo.  Porém, caro leitor, acabo de romper esse pensamento generalizado após enfrentar esse medo, e assistir o filme pós livro, e afirmo, as imagens podem ser tão boas quanto as palavras. De ‘férias’, em temperaturas abaixo de zero, durante apenas 4 dias, ando assistindo mais filmes do que o visto no ano de 2010 por completo. O último foi o desta tarde, a qual, ao apossar-me do controle, novamente, cumprindo meu cargo de cliente e usufruindo do que Tele Cine e afins podem proporcionar-me, deparo-me com TCM esperando-me para assistir O Diário de Anne Frank, no exato instante de seu início, surpreendo-me claro, desconhecia este. Mas logo me conforto mais, e com curiosidade extrema assisto ao proposto.

   Foi incrível ver tudo o imaginado sendo reproduzido em imagens. Nada fugiu do meu pensamento. O ambiente, o jeito Anne Frank de ser adorávelmente interpretado pela bela atriz Millie Perkins, a qual tem inegável semelhança com Audrey Hepburn. Encantei-me! Tenho adoração por filmes antigos, e visto esse produzido em 1959, superou minhas expectativas. Apesar de toda a beleza do filme produzido em 1959, devo admitir que o de 2001 – pois é, existem dois, e eu desconhecia ambos – o qual é na realidade uma espécie de Minisérie-Filme de TV, tende a estar mais próximo da realidade. Além da aparência da atriz Hannah Taylor Gordon que o faz ser mais semelhante, o Trailer deste comprova minha dedução.

   Indico, com conhecimento da causa, tanto o livro quanto o filme. A vontade de ler novamente instalou-se em mim no instante em que comecei a vê-lo. Apesar de toda a tristeza que envolve a história – real – e por mais infeliz que seja seu fim, é incrível acompanhar os pensamentos de uma garota dos seus 13 anos aos 15 diante de tal situação.

“Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje,
e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim…

… Daí, este diário. A fim de destacar na minha imaginação a figura da amiga por quem esperei tanto tempo, não vou anotar aqui uma série de fatos banais, como faz a maioria. Quero que este diário seja minha amiga e vou chamar esta amiga de Kitty. Mas se eu começasse a escrever a Kitty, assim sem mais nem menos, ninguém entenderia nada. Por isso, mesmo contra minha vontade, vou começar fazendo um breve resumo do que foi minha vida até agora.

                                                                                                              Sua Anne.”

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One Comment leave one →
  1. 10/07/2011 11:05 PM

    Tá na minha lista dos próximos filmes a ver com certeza!
    Ler?! Quem sabe um dia…
    é incrível como a preguiça me domina nas férias!

    Beijos Babis!

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