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Ao badalar da meia-noite…

13/07/2011

Bonjour! Minha vida está regada à filmes e capitalismo. Barbarizemos de acordo! Enquanto minha irmã e seu mochilão estão literalmente por Paris e seus arredores, estou no tal do Brasil, pelo tal do Sul, naquele tal estado chamado Paraná, na tal de Maringá. E é esse o ponto! No fundo quando digo “na tal de Maringá”, é como se fosse mísera coisa perto de qualquer outro lugar no mundo, exceto São Miguel do Iguaçu, afinal trato este último com mais miserabilidade do que minha atual residência, a qual não reclamo de maneira alguma, porém, estando nesta, acabo por desejar algo maior e desconhecido, e esse ciclo vicioso e descontente torna-se insaciável, meus caros. O que temos, nunca basta. O nosso, nunca é o melhor. Chego então, inclusive, no ponto do tal questionamento “Decifra-me ou devoro-te”. Queremos conhecer o tudo, vivê-lo, porém, diante do tudo, que graça teria? É de certa forma esse o foco que traz o filme o qual hei de tagarelar, trasferindo lugares para épocas distintas e carnalmente desconhecidas.

Mignight in Paris! La bella Parrí!

Esse filme retrata algo típico pelo qual diariamente diante de nossos gostos, aspirações, admirações, desejos, e descontentamentos, sentimos. Uma vontade de viver, como retratado, em uma época distinta, passada. Admiramos como Deuses cantores, atores, pintores, canções, poesias, quadros… artistas passados. Físicos, cientistas, inveções, manifestações,vestimentas, ambientes, tudo o desconhecido de certa forma – a forma física e carnal. E a partir de então, desejamos e acreditamos ter sido perfeito e incrível em épocas passadas. Desejamos ter vivido antes. Nascemos tarde demais. Imaginamos como teriam sido os anos 20, como retratado no filme… ao chegar à este, tudo passa a ser o comum. Passamos a desejar então a época das carroças, dos vestidos e suas mil e uma armações… Logo, o Renascimento parece ter sido o auge da arte, os gênios da Pintura lá viveram, grandes escritores… Quando nos damos conta, estamos na Idade da Pedra.

Woody Allen surpreende! Apesar de o filme – devo admitir iniciando assim minha crítica pelo lado negativo, durante o mesmo, e mais entediantemente em seu início – apelar para diálogos longos e desinteressantes em certos momentos, a história, o contexto, enfim, todo o filme além do citado, superam tais. Foca Paris. Essencialmente a bela Paris. A Paris da década de 20. A Paris de onde surgiram artistas, escritores, músicos, cineastas, enfim… Meros artistas. Quando digo “meros”, me refiro ao que em sua época eram. Afinal, vê-los da maneira como vista na capital francesa, em mesas de bares, diante de seus conflitantes amores, com tanta naturalidade diante de sua presença em encontros habituais, é lá uma coisa inimaginável. Porém, para o personagem que após a meia-noite depara-se com encontros com estes, a lá Picasso e além, os quais estão no topo da divindade artística por ele considerada, e claro, pelo resto do mundo nos dias em que vivemos, essa naturalidade de encontros casuais, torna tudo cômico e instigante para saber quem será, após as badaladas da meia-noite, o próximo artista a renascer em Paris, sabe-se lá em que situação. É claro que um amor haveria de existir, afinal, é Paris! E quem diria, uma das mulheres de Pablo Picasso. Esta, sonhava com épocas ainda passadas, nas quais existiam artistas que admiravam e diziam ter sido o Renascimento onde grandes artistas sim existiram, e artisticar ao lado destes seria um sonho… Talvez uma frase que descreva o que tanto tentei expressar, é que o personagem no fundo sente uma ‘nostalgia por um mundo que nunca conheceu’. É aí em que o ciclo vicioso, curioso, insatisfatório e mais curioso ainda, surge. O presente não nos satisfaz! O que temos não nos satisfaz! O passado torna-se mais interessante! O desconhecido!

Indico, indico, indico! Filme adorável, simplesmente! E aí, qual época você idolatra e toparia após a meia-noite ao entrar em um carro antigo, renascer?

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One Comment leave one →
  1. noerli permalink
    13/07/2011 11:16 PM

    BAH, BRAVA…DEPOIS DE TUDO ISSO TENHO QUE VERO FILME.
    BJ E BOAS FÉRIAS…MAS NÃO DEIXE DE ESCREVER.

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