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procrastinar, A arte de

11/10/2011

 No simples ato de ler algumas de minhas últimas Barbaridades publicadas à cá, torna-se nítida minha procrastinação aguda. Admito que não costumava praticá-la. As coisas mudaram de uns costumes para cá. Hoje sou mestra em tal. Bem sei disso, porém dei-me conta de fato e despertou-me um alerta de perigo após um certo treinamento de gerenciamento de tempo. Na realidade tive um sinal considerável pouco antes, quando perdi a chance de concorrer a um cargo aspirado por mim devido a minha arte de procrastinar, e deixar para responder perguntas decisórias na última meia hora disponível até o prazo de envio. Pois sim! Porém neste tal treinamento, ao responder uma espécie de teste para descobrir em que nível estava minha (des)organização, gerenciamento de tempo e afins, minha pontuação resultou em 1. Pontuação mínima. Ou seja, de acordo com o teste apenas uma coisa ia bem, minhas notas na faculdade estão boas mesmo que eu deixe para estudar na última hora, ou com mais sinceridade dizendo, na última madrugada. O alerta de perigo, enfim, despertou-se.

Sem tempo para ler livros alheios. Sem tempo para fazer comida. Sem noite para dormir. Sem tempo para ver filmes. Sem tempo para ir ao mercado. Sem tempo para arrumar o quarto. Ou talvez seja sem vergonha na cara! Falo sério. Muito sério. Comigo mesma. Essa publicação é uma crítica para minha pessoa. E talvez para você, meu caro leitor. Procrastinadores, desorganizados, fodões e dorminhocos é o que não falta por aí. Procrastinadora, insisto nisso. Hoje vejo dias que não tinha absolutamente NADA para fazer, apenas estudar para uma prova do dia seguinte. Mas o NADA para um procrastinador nato, transforma-se em tudo. Você lembra de coisas inúteis. Coisas sem prioridade. Sem urgência. Desnecessárias. Adiáveis. Mas você prefere fazê-las à realizar a tarefa que exija que você pense um pouco, trabalhe um tanto, pratique um muito. A arte de… Sou mestra. Na publicação Ela, um tanto quanto recente, realizei o tal. Passei o dia achando alheidades desnecessárias, sabendo claramente da prova de cálculo que me esperava na manhã seguinte. Chega meia-noite, resolvo iniciar a prática de exercícios. Lá pelas altas da madruga, resolvo tomar um banho para depois, voltar a fazer o que já devia ter feito. E assim eu levei praticamente todos os dias durante, acredito eu, os últimos 7 meses.  A arte de…

Organizada. Já fui muito. Já servi como exemplo aqui em casa, só para constar. As coisas mudaram e acentuaram-se esse ano. A desorganização reflete em tudo. Atrasos. Falta de tempo. Preguiça. Agonia. Adiamentos. Coisas perdidas. Meu quarto que o diga. A arte de…

Fodões! A lindona aqui só pode justificar suas últimas façanhas por se achar a fodona, a que consegue ler um livro de 600 páginas em uma madrugada para o dia seguinte. Fodona que sou, consegui! A fodona aqui acha que sempre vai conseguir dar conta de fazer tudo, seja no último minuto. Vai nessa, minha cara. A arte de…

Dorminhoca. Talvez seja esse o verdadeiro impasse atual da minha doce vitalidade universitária. Quando você troca a noite pelo dia uma vez, duas, três… e isso gera bons resultados e expressivas olheiras, você se dá conta que pode tudo à noite. Dia… De dia você dorme. Lembro-me nitidamente que quando tinha tempo para dormir durante o dia, não o fazia. Comecei a sentir sono diurno no ano do vestibular. Irônico, não? A gente volta ao ciclo por esse caminho. Você vai tirar sua soneqinha de 15 minutos, afinal, dormir vai te fazer acordar melhor, mais disposto, com melhores ideias. Você se apóia, inclusive, naquelas comprovações científicas do Fantástico de que tirar uma sonequinha durante o dia faz bem. Sonequinha até pode fazer bem. Mas quando se é dorminhoco, quando se sabe que barulho algum neste mundo te fará levantar da cama, quando se sabe que coisas urgentes aguardam sua manifestação, você pratica a procrastinação que resulta em, mais, uma tarde perdida. A 18h soam, você vai assistir Friends, afinal, merece rir, um momento entretenimentalista para espairecer as ideias. Logo, você sente fome, afinal é preciso comer. E então, você lembra que precisa lavar o cabelo, afinal, de manhã sabe que não o fará, logo você tem que secar seu cabelo… Aí você retorna ao seu quarto e se dá conta de que ele está inóspito, liga o som e deixa ele habitável. O som já está ligado mesmo, a descontração já infestou o quarto, vamos checar o face, o twitter, o blog, os e-mails. Chega meia-noite e você vai fazer um chá para manter-se acordado, não dormir durante a noite… E essa é a vida que um Nzt-48 mudaria por completo! Para quem ainda não assistiu Sem Limites, assista. Para quem é cientista, crie essa droga logo. Para quem não é, escute-me, depois de vê-lo o estopim para uma mudança radical na sua vida irá surgir.

Agora, me apresento para vocês em versão desenho, praticando a arte de…

Moleskine algum vai te salvar. Calendário em Desktop algum vai te salvar. Um Nzt-48 sem dúvidas te salvaria e te faria alguém incrivelmente melhor, mas isso ainda está na ficção. Então, meus caros, é com você e por você!

 

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