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Domingo é dia de brechó em BA

13/04/2012

Em pleno fim de sábado Buenos Aires nos convidou para conhecer um pouco da noite por lá, e não ousamos recusar. Como já relatado, sempre rolam as festas no Milhouse. Com um pouco de dificuldade geográfica, chegamos ao Hostel 2. Gringo para todo lado! Não contentes, com mais duas brasileiras, fomos para a região dos Pubs, baladinhas e barzinhos intermináveis e de bom gosto: Palermo! Decidimos conhecer o Rock’n Roll de los Hermanos, e nosso destino foi uma espécie de Tribos de Maringá. O Rock era pesado, e digno de menção, muito bom, e todo mundo se vestia de acordo. O que mais me encantou naquele Tribos, que eu juro gostaria de lembrar o nome, mas está impossível, foi o modo como dançam em casal. É demais! Uma mistura de Charleston com Jazz e Rock. Só apreciei vendo, encantadíssima, pois minhas pernas não permitiam nem arriscar passos solitários devido ao dia. Mas como todo show de rock tem seu fim, um som dá sucessão a outro… Começaram os Dj’s. Funk, Black, Jazz, rockinho e música antiga. É aí que eu me refiro! Sabe aquele DJ tão bom, mas tão bom que solta aquele Michael Jackson no meio? Aquele que você não quer que a música acabe de tão boa, mas ao mesmo tempo deseja que acabe logo para chegar a outra? Então, descobri lá! Se eu fosse DJ, meu setlist não passaria longe do dele. Na segunda música eu não sentia mais dor alguma, e aquilo se transformou na festa dos meus sonhos, aonde todo mundo dança, curte seu mundinho e seus passos, pirando mais e mais a cada música. BOA música! O resultado foi dançar como nunca, até o sol raiar, no sentido literal! Já posso afirmar que foi a balada que eu mais curti dançar na minha vida? Só não existem registros fotográficos, mas a memória se encarrega de me lembrar.

Buenos Aires realmente me encantou. Talvez por ter sido minha primeira viagem. Quem sabe por ter superado minhas expectativas… Mas Paris da América Latina definitivamente fez meus olhos brilharem!

San Telmo

O dia domingo já tinha destino pré-definido, afinal, tem como ir para Buenos Aires e se esquecer o que o dia mais tédio da semana tem por lá tem de clássico? E coloca clássico nisso! San Telmo. O Brechó em forma de feira, estendida por quarteirões. E que brechó! Sou encantada por coisas antigas, desde fotografias, objetos à músicas, danças, vestimentas, artistas, filmes, Coca-cola e brechós! Passei o domingo aspirando tudo o que datava anos antes de minha mera existência, e no sentido literal. As garrafinhas de Coca-Cola não eram feitas sob-atiguidade. É tudo antigo, minha gente! Sei lá, retrôzisses, de fato, me tocam de alguma maneira. Eu viajo e viajo imaginando quem usou aquele vestido, em que ano, onde, a história dessa pessoa, ou em qual bar estavam aquelas garrafas de Coca-cola, e se a trilha sonora naquela noite era um Jazz. Eu já ficava compulsiva na feirinha de Curitiba vendo os quadrinhos com fotografias de artistas e marcas antigas, feitos sob medida, é claro. Mas San Telmo traz a alma do old e belo, e como não se apaixonar? Antiquários, artes, artistas de rua e aquela criatividade, lojas vintage, couro, acessórios em prata, artesanatos, discos… E quando fui chegando perto daqueles chapéus e bolsas, um brechó imenso com roupas e mais roupas, desejei naquele instante voltar lá em um domingo qualquer e garimpar tudo, determinando para mim mesma naquele instante, com todo mérito, que domingo é dia de brechó em Buenos Aires!

 

San Telmo 

O rádio antigo em forma de vovó

A ventania

Coca-cola

Bicicletas

Brechó na feira

Hello, hello baby…

So retrô!

Mini Coke

Como era domingo e pedia cachimbo, o dia encerrou-se em Palermo. Cansado da falta de opção para sair, beber uma cerveja, ouvir boa música com boa companhia e curtir a noite? Vá para Palermo! Nunca me deparei com tantos Pubs, barzinhos e baladinhas juntos, em um mesmo bairro, cruzando esquina com esquina. Um na frente do outro ao lado de outro melhor que outro. Certa melancolia bateu depois desse conhecimento ao lembrar como é sofrido por cá achar bons lugares, além de uma melancolia ao ver e ouvir o trem passar na minha frente, mas caracterize essa como uma adorável sensação… Coisa minha.

Nossas necessidades pediam comida. Andando sem rumo, o destino nos fez encontrar uma pizzaria suspeita, vazia e visualmente adorável e aconchegante. Depois da digestão logo veio a conclusão: vazia exclusivamente pelo adiantamento das moças ao jantarem cedo, pois a pizza era pura dignidade! Com Amy de fundo musical, saímos de lá satisfeitas em todos os sentidos. Fomos surpreendidas no meio da degustação por dois ônibus cheeeios de crianças, fantasias, vuvuzelas e clima de carnaval. Senti-me nada patriota naquele momento, mas encantada, outra vez mais.

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