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Todo Carnaval tem seu fim

09/06/2012

Todo carnaval tem seu fim, e logo chegara o último dia a ser aproveitado na Europa Latina, o qual trazia o fim da chuva da madrugada, mas ameaçava nos pegar de surpresa pelas ruas de Buenos Aires.

Apesar do tempo e conselhos de vestimentas, ignorei os fatos e vesti o que estava afim para curtir inteiramente o fim do carnaval. É esse o lema, certo? Neste dia o mapa, e apenas ele, serviu-nos de guia. Nada de companhias. Nada de tour. Éramos nós, um papel e a cidade. Deixamos nossas bugigangas preparadas para a partida no Hostel, e quando o dia já amanhecia, partimos direção Nueve de Júlio e seus destinos.  Pés no chão e arriba muchacha!

Tive algumas decepções com Buenos Aires. A primeira foi ter flagrado um assalto, do qual eu poderia ter sido vítima. Mal atravessamos a faixa de pedestres e uma senhora teve um lastimável encontro com o destino graças a um moleque que saiu correndo com sua corrente, pela minha dedução. Ai dele se tivesse arrancado meu Barbara do pescoço! Vários relatos na internet alertaram sobre o cuidado extremo com a bolsa, câmera e afins, pois lá eles não assaltam os turistas na cara dura. Você simplesmente só se dá conta que perdeu sua máquina digital com todo seu acervo fotográfico quando abre a bolsa em casa. Logo após o assalto-na-cara-dura, bem em frente à Casa Rosada, fiquei com um medo extremo e passei a levar mais a sério o papo da bolsa para frente, máquina guardada e jóias no Hostel. Vendo e aprendendo – felizmente não foi preciso viver! Minha segunda decepção foi a água. Abençoada seja a brasileira, porque hermanos do meu corazón, que gosto é aquele? Por fim, a política, já comentada brevemente à cá. Mas é claro, as surpresas boas compensaram esses detalhes dessa breve viagem carnavalesca.

Superando qualquer garrafinha de água, Buenos Aires me mostrou algumas coisas que eu não imaginaria sem conhecimento de causa. O sistema se transporte público por lá é incrivelmente eficiente: Ônibus à todo momento para todo e em todo lugar. O metrô é o meio de transporte mais eficiente e cool que pode existir! Andamos um dia sem ticket, inclusive, mas é melhor não alarmar por aí sobre essa proeza. A cultura de BA me fez encantada! O Tango, La Boca, as bicicletas já tão mencionadas, e acreditem, o carinho pelo Brasil. Adesivos de Dilma e Lula só perdiam para Mafalda… Ou talvez seja aquela ditado: “A grama do vizinho é mais verde!”. Mas que é inegável o carinho por nós, isso é.

Acredito que este tenha sido o dia que mais conhecemos lugares e andamos, andamos, andamos… Mas o cansaço era ignorado à cada ‘coisa’ diferente que nos era oferecida por BA. Meu primeiro Starbucks e primeiro Hard Hock de muitos que ainda estão por vir… Fui até denominada de Barbie, e visitamos a loja da mesma. Ficaria bem louquinha lá nos meus 8 à 12 anos de idade, mas mesmo aos 19, fiquei encantada. Jardim Japonês, uma Biblioteca belíssima em uma antigo Teatro (pertinho da Zara), o tal do sorvete de doce enjoativo de leite, em um bom Jazz em uma tarde de segunda-feira, acompanhado de um casal dançando à lá Charleston e uma vovó mostrando que manja da boa música, apreciando o bom som vivido uns anos atrás. É assim em BA, um tango aqui, uma boa música ali…

Mas todo Carnaval tem seu fim, e já era hora de voltar pra casa…

Uma vista diferente de Buenos Aires, porque metrô é mainstream demais!

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