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Sete dias com Marilyn

11/06/2012

Já assisti alguns filmes e minisséries que retratam a vida de Marilyn Monroe, porém nenhuma atriz retratou tão perfeitamente quanto Michelle Williams.

Minhas esperanças de ver Sete dias com Mariyln nos cinemas de Maringá já haviam cessado depois da estreia em vários cinemas nacionais já ter dado início há muito tempo, e aqui, nada! Porém, semana passada, eis que surge o filme em cartaz, e logo no dia de estreia fui conferir ansiosíssima. Não fosse meu atraso e a imensa fila, teria assistido há quase uma semana atrás – não ousaria perder 30 minutos de filme. Sem desistência, é claro que guardei outro dia para tal, e logo fui conferir se realmente Michelle fez um bom trabalho. Minha conclusão foi curta e grossa. Michelle Williams foi brilhante em todas as cenas, cara e bocas.

Já ter lido A vida secreta de Marilyn Monroe me fez ir encaixando peças em cada cena ou fala do filme. Desde uma frase, que para muitos desconhecedores de sua vida pessoal pode ter sido ignorada, como “Artur Miller se livrou da perseguição acusado de ser comunista”, ou algo do gênero, quanto aos atrasos da moça no Set de filmagem, o vício nos comprimidos, a breve passagem no filme da leitura do diário de seu marido, a qual aparentemente foi proposital, a insuportável mulher que a auxiliava, perturbando-a ainda mais, dentre tantos outros detalhes, especialmente do jeito Marilyn de ser, que para se captar a essência, a razão da sua vida pessoal tão perturbadora, deve-se ir mais a fundo do que o vestido branco esvoaçante.

Vou com bastante frequência ao cinema, e talvez por isso, sempre evito comprar pipoca para poupar meus mangos universitários, porém dessa vez fiz questão de ver com todos os elementos que o cinema pede, sejam eles coadjuvantes ou não. Chorei a cada cena em que o sofrimento de Norma Jean se mostrava presente, e dava risada a cada frase Marilyn Monroe surgida, como “Espero estar bonita assim quando tiver 400 anos”. Não sei quantas publicações já fiz dedicadas à moça, ou mesmo citando-a brevemente por cá, mas algo que tenho plena certeza é que ela desperta em mim curiosidade de entendê-la, sua intensidade, força diante de tudo o vivido e, além disso, como ela conseguia se transformar de Norma Jean para Marilyn Monroe tão rapidamente. Por traz dessa imagem tão facilmente por ela interpretada, existia alguém com intensidade de viver, amar e ser amada, simplesmente.

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  1. 27/06/2012 12:55 AM

    A atuação impecável de Michelle Williams me fez parar e pensar em certas cenas: essa é a Marilyn real? Sua fotografia e figurino me encantaram também. Foi um filme gostoso de assistir, mesmo achando que em algumas horas iria torna-se repetitivo. Outro ponto que me ganhou foi a originalidade do roteiro. Achei fantástico o ponto de vista, a situação do “terceiro assistente”… Linda forma de retratar uma semana de vida de uma diva.

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