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Lar, doce lar!

08/07/2012

Não sei como funciona para quem ainda não chegou na fase de sair do ninho, especialmente para estudar, mas para mim encaixa-se em uma rotina especial. Quando passei a morar fora, no início do ano passado, minha euforia era tanta que eu fazia listas de tudo o que precisaria carregar para meu novo lar, malas com antecedência, novos planejamentos se firmando e idealizações pirando minha cabeça. Aquela ânsia de morar fora, sair de casa e ter liberdade que todo mundo já passou ou irá passar. Porém, depois de um ou dois meses longe de casa, você começa a lembrar do cheirinho da comida do papai, das recomendações diárias e repetitivas da mamãe, apesar de que essas o telefone se encarrega de permanecer presente, mas sabemos que não é a mesma coisa, além daquilo único de cada família, costumes, manias… Quando chega um feriado dá mais e mais vontade de voltar para casa e tomar de novo o café da vovó, ficar de bobeira no sofá vendo seriados e filmes o dia todo, se cobrir com aquele cobertor novamente, ver sua cadelinha cada vez mais ovelha e usar aquela xícara que não foi com você para seu novo apartamento. Quando chega um feriado, ou aquelas férias que passam como um jato, faço minhas malas de última hora, o que não era bem meu costume anteriormente. Segue a mesma rotina de dar um tchau para o apartamento, dependendo do tempo de ausência, descer as escadas do Esmeralda com uma mala que destrói qualquer coluna, esperar o táxi, ir rumo rodoviária, retirar a passagem, esperar, torcer para que o banco ao lado fique vazio e que nenhum ser esquisito sente ao seu lado novamente, falar para o guardador de malas que seu destino é São Miguel do Iguaçu, subir, descobrir que sua torcida para seres esquisitos ficarem distantes não adiantou, ligar seu MP4, roncar de fome lembrando que seu pai estará na rodoviária às 6h da matina e que depois irão para a padaria de sempre, comprar o pastel folheado de sempre, chegar em casa, ganhar o abraço da mamãe, sentar à mesa, tomar aquele café tão aspirado quando longe, contar algumas façanhas, ir para o quarto deixar a mala, certificar-se de que ele continua igual desde sua última estada e afundar o sofá assistindo Friends no horário da manhã. A rotina, de sempre. Sempre a mesma, sempre o mesmo abraço. E todas especiais e únicas, afinal você sempre estará mais crescidinho, alguma coisa na casa vai estar diferente e o café mais forte. E os dias seguem com as clássicas rotinas, como ir ao mercado com o papai aos sábados, ir no Castelletto em algum domingo, ir na vovó com a mamãe, fazer a sobrancelha de uma madrinha aqui, ser convocada pela vovó para comer mais ali, pois você está mais magra e provavelmente fazendo dieta, segundo ela. Ah, e também meio pálida! E assim seguem-se as rotinas de volta para casa, sempre iguais, mas definitivamente diferentes, cada vez mais valorizadas e esperadas para toda vida…

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One Comment leave one →
  1. g2-6acbd59dc4c7aaaeb74bac10f9850355 permalink
    09/07/2012 9:38 PM

    Não mudei de cidade, mas casei e posso garantir que (exceto a parte da rodoviária) a rotina é essa mesma!!!

    Acho que a euforia de ter nosso próprio cantinho é diretamente proporcional a falta que a gente sente de nossa família.

    Beijinhos e até!!!

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