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Never let me go

15/07/2012

Posso estar um tanto quanto atrasada compartilhando um filme de 2010, mas da mesma forma que este não me passou em branco, não o farei por aqui.

Never let me go é um filme de ficção científica, porém este pequeno detalhe persiste em segundo plano. O grande foco, ao menos ao meu ver, foi dado as questões de afetividade, amor, e de fato o tempo, o tempo suficiente para viver. A história, baseada no romance de mesmo nome de Kazuo Ishiguro, Não me abandone jamais, dá início sem revelar cartas importantes para a compreensão do filme, e a principal delas é a vida das crianças de, inicialmente para o telespectador, um colégio interno, estarem já destinadas, e tragicamente.

A grande reflexão que o filme me trouxe foi a questão da escolha e liberdade com as quais já nascemos. É fato que nossos destinos já são, ao menos como base, direcionados, e às vezes sem escolha. Isso é algo que sempre refleti muito. O fato de já nascermos em um mundo pronto, com a cultura da família já concretizada por anos e anos, expectativas já impostas em um bebê tão perdido por aqui, e assim, uma certa determinação natural acaba por guiar-nos. A educação que recebemos desde crianças e os conhecimentos que adquirimos desde o primeiro dia de aula, o que vai nos moldando, e depende definitivamente de cada um de nós mudar ou não isso. Arriscar ou não outros meios, outros escapes.

Além de tudo isso, outro ponto que me fez pensar e pensar, é no que estamos dispostos a fazer para viver, e o quanto queremos isso. O tempo que precisamos ter para viver e sentir tudo aquilo que ainda está por vir, e que queremos sentir, viver e conhecer. O futuro, as possibilidades, as pessoas. Você vai assistindo e sentindo a mesma agonia vivida pelo casal apaixonado, o qual sabe que não terá tempo o suficiente para desfrutar do amor. O amor que faz desejar o adiamento do fim.

Apesar do filme ser uma ficção, a qual talvez não esteja tão longe assim de se concretizar, ele consegue passar realidade, como se aquilo de fato pudesse acontecer um dia. Ao contrário de A Ilha que aborda toda a questão de clonagem de seres humanos de uma forma mais distante, Não me abandone jamais não deixa transparecer a coisa do impossível, mas a real. Foca especialmente em sentimentos, e assim o filme faz-se especialmente intenso. Te dará sede de viver, isso eu garanto!

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