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A nova cara do Brasil

27/12/2012

Semana retrasada fui para uma conferência nacional da AIESEC, lá em São Paulo, e tive o privilégio de participar do Youth To Business Brazil. Esse evento acontece em vários países e cidades do mundo e é voltado especialmente para promover o contato entre jovens e o mundo corporativo. Este teve como tema “A nova cara do Brasil”, e me fez sair de lá cheia de vontade de ser empreendedora. Comecei a caçar ideias na minha cabeça para algo fabuloso, que ninguém antes ousou pensar, mas é claro que ainda não encontrei ela, afinal, ideias incríveis não surgem quando queremos, e sim quando não precisamos. Apesar dessa minha caça empreendedora ainda ter algum caminho pela frente, muito do que ouvi por lá, seja da Google, da Globo, da Abril ou do Publicitário que decepcionou sua mãe duas vezes, me abriu muito mais a cabeça, trouxe novas ideias e muita coisa bacana para compartilhar por aqui.

A primeira delas foi a que mais me motivou: A grande escola. O cara já ganhou minha atenção quando subiu no palco e disse que era formado em Publicidade e Propaganda. Não sei, esses seres tem meu respeito, simplesmente. Aí ele começou a contar sua história, de que decepcionou sua mãe duas vezes, sendo a primeira quando acabou com o sonho dela de ter um filho médico, e a segunda, de abandonar o emprego em uma empresa de Publicidade incrível, que inclusive era a que ele mais sonhou em trabalhar, para abrir seu próprio negócio, com uma ideia louca. Mal sabia a mãe dele que as ideias loucas é que são as melhores. Enfim, foi aí que ele resolveu empreender e abrir A grande escola, a escola das coisas que não se aprendem na escola, como o próprio slogan já diz. Vou me conter na explicação e me resumir a esse vídeo que dispensa palavras.

Fica lá em Curitiba. Uma pena não ter em Maringá, já estaria matriculada em algum curso. Entretanto, parece que existem pretensões de abranger esse projeto para outras cidades, vamos aguardar. Por enquanto ficamos na inspiração para termos ideias loucas – sem medo! E só para constar, no fim da apresentação do projeto o cara passou o celular da Mãe dele para mandarmos um SMS e dizer que sim, seu filho fez a escolha certa! E não é que ela recebeu 120 mensagens?

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Outro projeto super bacana que conheci em um dos Workshops que participei foi o da Catarse, o qual trouxe muitas dicas interessantes. Já conhecia a Benfeitoria que trabalha da mesma maneira, e são projetos super bacanas. Basicamente são uma comunidade de crowdfunding, que resumidamente seria um financiamento colaborativo, e que sem dúvidas, é a cara da nova economia que estamos vivendo. Funciona de maneira bem simples. Você precisa de uma ideia que seja transformada em um projeto, o qual tenha como objetivo gerar algum impacto na sociedade, seja localmente ou não. Aí você define um valor que precisa para colocá-lo em prática, cria um vídeo explicando, caso aprovado, você começa a divulgar, e se o valor for arrecadado, é só colocar em prática. Um exemplo, que inclusive foi o de mais sucesso do Cartase até hoje, é o Pimp My Carroça. Fiquei apaixonada por esse projeto que deu certo e superou as expectativas, conseguindo arrecadar muito mais do que o proposto.

Nesse Workshop foram apresentadas, durante uma conversa super dinâmica com a galera, ideias que nós mesmos podemos fazer para tornar nossa comunidade local muito melhor, de maneira simples e criativa, como exemplo, o I wish this was…

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Neighborland foi outro projeto apresentado muito interessante, o qual é para conectar vizinhos a fazerem algo que todos querem, a fim de fazer da sua cidade um lugar melhor. Você dá sua ideia, outras pessoas vão aderindo, e logo é hora de fazer acontecer. As ideias mais simples são sempre as melhores, acredite! Já pensei no meu desejo para Maringá. Os pedestres me entenderão!

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Por fim, queria compartilhar também que participei do Workshop da Abril, o qual escolhi especialmente pelo fato de que ando com uma grande vontade de entrar para esse mundo de revistas e informações. Além disso, uma das partes que mais achei interessante e agregadora no evento, foi o bate papo com ninguém menos do que a Diretora de RH da Google, um jornalista e repórter super jovem que trabalha no Globo Repórter junto a outra Repórter do mesmo, entre outros. Foi incrível ouvir o ponto de vista de pessoas de empresas e trabalhos tão diferentes e incríveis ao mesmo tempo, sobre coisas que nós que mal entramos na Universidade vivemos nos questionando e pensando sobre.

Inquieta. Esse evento me deixou inquieta, essa é a palavra. Inquieta por saber que nossa era é a era da informação, da maior e nunca vista liberdade criativa e de expressão, mas são poucos, muito poucos jovens que estão sabendo utilizar tudo isso da maneira certa. Inquieta também por ver que existe ao lado desses jovens, outros inúmeros incrivelmente bons, e que não os quero como concorrentes, os quero como colaboradores, porque essa é a nova cara não só do Brasil, mas do Mundo. Inquieta porque eu já queria muito, mas agora eu quero mais, ir muito mais além. E por fim, inquieta porque eu preciso ter uma ideia brilhante. Eu quero ser empreendedora, Pai!

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