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Esta é uma carta para 9 pessoas

22/10/2013

Eu coloquei aquela música pra tocar, aquela que me faz lembrar de vocês. Talvez não saibam disso, mas ‘It’s times like this’ me lembra vocês.

Eu nunca tive uma experiência de amizade tão intensa quanto a que tive com vocês. Aliás, uma experiência de convivência tão forte assim. Passamos por tantas coisas desde aquele dia na beira da piscina até hoje, quase um ano depois. É, vai fazer um ano no dia três de novembro. Já faz um ano… E hoje eu quero escrever uma carta pra vocês.

Primeiro, eu queria dizer a vocês que não importa o que digam, o que pensem, o que falem, eu quero e preciso de vocês pra vida toda. Nem que seja por carta. Talvez eu mande uma todo ano pra vocês. E olha que agora que coloquei essa ideia na cabeça, to pensando em levar a sério. Enfim, eu não vejo sentido nisso que construímos por força do destino permanecer apenas na memória daqui dois meses. Quero que continue sendo real. E vou alimentar essa vontade tentando fazer a gente se reencontrar sempre, nem que seja pra uma guerra de gelos. Cooperem, por favor! É uma JOB eterna.

Nesses últimos dias, estou tentando encontrar um jeito de me acostumar com a ideia (imagine com a realidade) de ficar sem a REB na sexta e depois encaminhar vocês para o bar e mudar um pouco de assunto. De não ter mais que me espremer em um carro com mais 9 pessoas. De acabarem as mil conversas distintas com as mesmas pessoas no facebook. De não poder mais torrar a paciência do meu Corner. De não ter 9 pessoas a quem eu possa recorrer, pra todas de uma vez, caso eu esteja depressiva por mais idiota que seja o motivo – vocês sempre costumam me ligar no desespero, me ouvir e estarem sempre, sempre ali. De não conseguir comer bacon e tomar coca-cola sem culpa, afinal, vocês são mais viciados que eu. De parar de comer porção de polenta, batata frita e frango – mesmo achando tudo murcho e jurando que nunca mais iríamos pedir. De não ir mais na vendinha para dividir uma coca-cola, sempre ela. De não ter mais sempre alguém pior, bem do meu lado. De estar quase entrando no ônibus pra São Paulo e não ver pessoinhas surgindo com uma torta de beijinho e uma vela. De não poder ser sincera e falar tudo, mas tudo o que penso, porque eu sei que morre aqui o que dissermos – é tão automática essa confiança que às vezes me assusta. De não ter a sinceridade de 9 pessoas quando estou acima do peso – mesmo ficando muito brava e tentando provar que não, estou magérrima. De não ouvir mais zoações sobre “a jornada”. De não poder brigar com vocês, ficar chateada, triste, irritada, de querer sumir, de chorar, de querer bater… e depois dar risada. De não passear mais em São Paulo e pedir pra me esperarem comprar um livro por R$ 2,00 quando o metrô está quase chegando. De não precisar buscar mais dois banners e dois tripés no fim do mundo embaixo de sol quente. De não ter mais madrugadas anteriores a eventos e dormir no chão – desculpem. De não comprar mais coffee break e nem cortar mortadela. De não morrer com vocês em um Team Day em poucos minutos. De não planejar mais viagens – e só planejar. De não ganhar mais de vocês no UNO. De não poder sugerir que joguemos UNO – e nunca mais ter essa ideia descartada segundos depois por vocês. De não precisar mais andar com colchões na cabeça pela noite… De estar sem vocês.

Vocês me proporcionaram momentos que me fizeram crescer, que me fizeram perder o fôlego de tanto rir, que me fizeram soluçar e chorar como um bebê, que me fizeram acreditar que eu não ia aguentar, e da mesma forma, que me fizeram acreditar que eu podia. Vocês me fizeram acreditar mais em mim, confiar. Vocês me fizeram lembrar o quanto amizades são essenciais na vida de uma pessoa. Vocês conseguiram me fazer crescer tanto… Não fui eu sozinha, eu tenho certeza disso. Vocês me fizeram pegar jeitos e trejeitos, me fizeram agregar qualidades suas tão distintas. Vocês me fizeram entender que nem a pior mentira do mundo era suficiente pra me fazer fraquejar, porque vocês estiveram ali comigo.

Eu estou sim meio confusa em saber que seguiremos caminhos distintos daqui em diante, mas agora eu sei o que preciso pra ter tudo isso novamente. É só achar alguém que bata o carro mais de 50 vezes ao ano, alguém que roube sua comida sem piedade, alguém que tenha metas ambiciosas e cumpra-as com carnes fartas – se é que me entendem – ah, e precisa ser perfil 2, se não não vale, alguém(s) que tenha(m) problemas com a língua portuguesa, alguém que enrole demais – demais mesmo – e tenha ido pra Taiwan, alguém que coma um prato de bacon e uma barra de chocolate seguidos e continue na meiguisse, alguém que leve a teoria “sono é para os fracos” muito a sério, mesmo, alguém que tenha ido para Disney e seja do sexo masculino, alguém que faça filosofia – e isso já explicaria muitas outras coisas e alguém que goste muito da ideia de viver em um mundo de unicórnios.

Mas se eu não achar tudo isso novamente, vou me lembrar de vocês. E vocês, lembrem-se sempre: o que importa é a jornada, e foi ela a responsável por tudo o que escrevi nessa carta!

amo todos vocês

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2 Comentários leave one →
  1. Felipe Geraldelli permalink
    23/10/2013 3:19 PM

    Ouuuuuunn, tamo junto sempre Bá!
    Seu post alegrou meu dia! :D
    Sinto o mesmo pelo time e as coisas aconteceram da melhor maneira que tinham que acontecer… tenho muito orgulho de ter você como corner! :D

  2. 22/10/2013 3:12 PM

    It’s all about the journey

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