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os Andes

11/01/2014

Continuando a saga da família Amorim, dia 30, tomamos o último café da manhã em Salta, malas no carro e pé na estrada. Deixei essa cidade linda com puro apreço. Tanto pelas pessoas serem tão acolhedoras e prontas para ajudar, quanto pela beleza e pelos cachorrinhos por todo canto. Mas, se lhes disse anteriormente que me senti infinita, agora me falta uma palavra para descrever como me senti na Cordilheira dos Andes.

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Pegamos uma rota rumo a cidade San Antonio de Los Cobres. Dessa vez foram cerca de 3 ou 4 horas vendo paisagens e montanhas cada vez mais diferentes e encantadoras. O tamanho é indescritível, para conseguir olhar a pontinha é preciso abaixar a cabeça dentro do carro. Você se perde no meio de tudo aquilo. E de repente vê casas perdidas, lhamas aleatórias e muitos cactos.

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Esse caminho nos leva a até 4.200 metros de altitude. A boca fica seca, a respiração complica e surgem outros efeitos colaterais. Mas isso não foi nada perto da vontade de andar mais e mais para descobrir o que nos esperava. As vegetações mudam, as cores, os formatos, os tamanhos. A nossa rota fez o caminho do famoso Tren de las Nubes. Os trilhos dele se perdem na imensidão e nas intermináveis montanhas. Em certo ponto da rota, chegamos em lugares tão altos que eram como penhascos e abismos. A vista nos mostrava as curvas e as rotas que havíamos percorrido. Eu senti calafrios para tirar fotos naquela altura, confirmando minha fobia. O que aquela vista não faz!

Chegando a San Antonio de Los Cobres, estávamos a 3.700 metros de altitude e a cidade simplesmente foi algo que eu nunca havia visto antes. Primeiro de tudo preciso comentar sobre o frio que se contrastou com o calor que estávamos sentindo há minutos atrás. Os moradores são indígenas, e sua maioria parece ser bem carente. Eles vivem basicamente de turismo. É só verem um carro desconhecido chegar que correm para vender chaveiros de lhamas. São todos muito simpáticos e sorridentes, isso é algo que me encantou muito. Coca-cola é algo que parece dominar todo lugar que vamos. É mais fácil achar um restaurante pela placa de Coca do que qualquer outro indício.

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O ponto alto, literalmente, foi chegar pertinho do famoso viaduto, com 4.200 metros de altitude, do qual existem muitos questionamentos sobre o porquê foi investido tanto dinheiro em fazê-lo. É uma estrutura imensa, imensa. Cheguei a perder a força para respirar ou me movimentar rápido, e estávamos com roupas de calor, afinal, o caminho todo foi a base ar condicionado, mas lá o frio estava absurdo! Algo muito importante para enfrentar essas altitudes é tomar chá ou balinha de coca. Ajuda bastante!

Encontramos um hotel muito aconchegante e lindo por lá, chamado Hotel de Las Nubes. Aproveitamos para descansar, mesmo com a dor de cabeça que a altitude provoca, pois no dia seguinte, enfim, chegaria a hora de atravessar o Deserto de Atacama.

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