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no deserto

12/01/2014

Saindo da adorável cidade de San Antonio de Los Cobres, fomos atravessar o Deserto de Atacama. Primeiro passamos por duas pequenas cidades escondidas nesse mundo, Cobres e Susques. E claro, encontramos muitas lhamas.

A entrada no Chile é bem burocrática, ao menos comparada com da Argentina e Brasil. Preencher várias fichas, verificar todas as bagagens – por sorte com nós foram bem tranquilos, olharam duas malas e já liberaram – e rumo San Pedro Del Atacama.

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Cada vez em maior altitude fomos percorrendo o deserto e eu me deparei com algo que não era o que imaginava. Quando eu penso em deserto logo me vem na cabeça alguns episódios do desenho do pica-pau, com cactos e areia, apenas. É difícil acreditar que existam lagos lindos lá no meio, alguns tipos de vegetações que definitivamente não são cactos, e muito mais do que simplesmente areia. O Deserto do Atacama é o mais seco que existe no mundo, o que não deixa o vento de lado, pois onde quer que você desça ele é absurdo. Muitas lhamas no caminho, queridas amiguinhas, e em algumas regiões da vontade de levá-las embora de lá, de tão magrinhas, sem lugar algum que possa existir sombra e rara alimentação. Mas é a natureza, né?

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Foi mais rápido atravessar o Deserto do Atacama do que a Cordilheira dos Andes. Chegamos enfim ao nosso destino, San Pedro Del Atacama, e seguimos direto procurando o hostel que havíamos reservado pela internet, o Haramaksi. É engraçado, mas no primeiro momento eu não dei nada para a cidade, até porque nem entramos nela, pois o hostel ficava um pouco afastado e nos perdemos um pouco para achá-lo. Bom, deixemos meu achismo para lá por enquanto.

O hostel que ficamos pelos 3 dias em San Pedro também era uma graça. Uma família cuida dele e tem cerca de 4 habitações. As coisas no Chile são bem caras, e conseguimos esse hostel lindo por um preço bem mais em conta do que os que ficam no centro da cidade. Tem cozinha para quem quiser usar, e aí já da para economizar bastante. Além disso, é incluso um delicioso café da manhã e o ambiente é muito aconchegante. Chegando por lá, nos arrumamos, fomos conhecer a cidade e achar um lugar para jantar.

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Foi aí que calei a boca do meu achismo. A cidade é muito gostosa, mesmo. Percorremos especialmente a Rua Caracoles, a mais movimentada. Muitos, muitos turistas, as casas e estabelecimentos são muito diferentes, e todos os restaurantes que víamos tinham portas como se fossem quadros negros, e lá eles escreviam o menu do dia. No dia 31, claro, havia em todos algo especial para a virada do ano, com decorações e cardápios especiais. Minha irmã entende muito mais de arquitetura do que eu, obviamente, mas é muito legal a maneira como tudo é feito lá. Tão simples e tão lindo ao mesmo tempo, tudo muito único e peculiar. É muito diferente de tudo que já vi, fiquei encantada. Os cachorrinhos também estavam por lá. São muitos mesmo, e eles entram de boa em restaurantes, lojas e farmácias, sendo totalmente normal. Todo mundo adora eles e parecem cuidar e alimentar, sem nem mesmo serem seus donos. Muitos deles tinham coleirinha e eram de rua, não entendi muito bem, mas achei aquilo algo a se copiar. Liberdade aos cachorrinhos e cuidado de todos para todos, muito amor! E como eu imaginava, Coca-cola dominando. Tinham até bandeiras com o logo da Coca, e por todo lugar. A maioria dos lugares estava com tudo reservado para a janta ou era absurdamente caro. Felizmente achamos um restaurante adorável e com um preço menos absurdo e comida a lá brasileirinha. E foi lá que fizemos nossa ‘ceia’ de fim de ano. Um prato delicioso de Salmão fez minha alegria, com arroz. Já estava morrendo de saudades.

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Parece que eu nem parei para pensar durante a viagem que já era dia 31/12 e pela noite seria a virada do ano. Eu sempre sou meio tradicionalista e supersticiosa nessa data. Dessa vez eu precisei desapegar e esquecer as 7 uvas e seus 7 pedidos. Depois da janta compramos um Champagne e fomos para o hostel comemorar a virada no nosso horário. Foi aí que comecei a olhar para o céu, e sério, é algo inacreditável. Fiquei igual boba olhando. Quantas estrelas! Fizemos nossa contagem regressiva e brindamos em família. Foi muito especial!

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