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no mood perfect

10/03/2014

Uma semana apenas em Atenas e eu já me sinto como uma grega morando aqui, não simplesmente como uma intercambista. Acho que isso se deve graças a rotina, sabe? Meu trabalho começou desde terça-feira passada, e oficialmente trabalho de segunda à sexta, das 10h às 15h. Mas ao contrário do que se poderia pensar eu não acordo às 9h30, mas sim às 7h30. A ONG que trabalho fica duas estações a mais que o imenso centro de Atenas, e por isso levo pouco mais de uma hora para chegar, o que me faz ter que ser bem adiantada, pois preciso pegar um ônibus, metrô com 12 estações, e por fim, outro ônibus.

Se eu não estivesse em Atenas, vivendo meu intercâmbio, sendo tudo pura novidade e minha casa não fosse nesse lugar maravilhoso de frente para o mar, talvez precisar passar 1 hora e meia em transporte público fosse algo totalmente frustrante. Porém, ao contrário disso, está sendo uma experiência nova para mim e que eu estou encarando da melhor maneira possível. Acho que dificilmente eu veria o sol brilhando no início do dia por toda a costa de Atenas caso pudesse acordar mais tarde. Dificilmente também eu acharia tempo para ler livros, afinal quando se está em um lugar novo não da vontade de ficar em casa, mas sim de conhecer tudo o que está à sua volta. E dificilmente eu teria aprendido tão bem como me perder, me encontrar de novo e entender de uma vez por todas que eu posso ser tão esperta quanto as linhas e conexões de um metrô. Por fim, o que mais me motiva é chegar no trabalho, e eu vou lhes explicar o porque.

O nome da ONG que estou trabalhando, em inglês, é The Hug. Basicamente a razão da existência dela se dá em ajudar futuras mães, que por alguma razão não teriam condições de criar os filhos e por isso tenderiam ao aborto. Um ponto muito importante é que aqui na Grécia o aborto é legalizado, e muitas mulheres sem muitas informações sobre prevenção acreditam que aborto seja um método contraceptivo. Pois é. Um ponto muito importante também é que a ONG não se posiciona como: “Você deve ter seu filho e não deve abortar!”. O que a ONG faz é, se a mulher quer ter o filho, mas foi abandonada pelo marido ou família, ou não tem condições de criar, mas sim, quer te tê-lo (sendo de total vontade dela), ela oferece tudo o necessário para o bebê e a mãe. Desde assistência médica, especialmente psicológica, até leite, fraldas, dinheiro e mesmo um lar. Ou seja, a ONG existe para dar um abraço, como o próprio nome já diz “The Hug”, e ajudá-la a ter seu filho nas melhores condições possíveis. A assistência vai até quando os bebês completam 2 anos de idade e o maior objetivo atual da ONG é criar uma creche para eles, sendo que assim as mães podem trabalhar sem preocupações.

O trabalho deles é lindo, e desde que a ONG começou, fundada por cientistas e doutores da Universidade de Atenas, já nasceram cerca de 1800 bebês. É uma ONG bem grande e conhecida em Atenas, sendo que recebem doações de grandes empresas como Coca-Cola e Nestlé. Além disso, recebem muitos voluntários, até mesmo estudantes de universidade, para fazer objetos para vendas em bazares, por exemplo, que inclusive durante o período que estarei aqui terei a oportunidade de participar de um que já estão organizando.

A ONG fica em um prédio de 3 andares, que foi doação, e é muito bem organizado. Todos na ONG são uns amores e me receberam muito bem. O que eu mais estou adorando nessas experiências que estou vivendo é que mesmo que não falemos o mesmo idioma, é possível se comunicar de alguma forma e já sentir um carinho especial pelas pessoas. Todo dia surge alguém com um doce típico da Grécia na minha mesa, ou me oferecendo café. Todo dia tenho o prazer de escutar o homem que não precisa enxergar para ser feliz, cantando e deixando todo mundo animado. E todo dia tentam me ensinar palavras em grego, pacientemente, e coloca pacientemente nisso.

Estou trabalhando na área de marketing, e sendo bem sincera, meu trabalho está sendo bem desafiador (o que me faz gostar ainda mais). Trabalharei muito com contato internacional, especialmente por falar inglês e isso vai ajudar bastante a ONG. Além disso, eles estão totalmente abertos para qualquer ideia que eu tiver, e já estou cheia delas. Espero mesmo que deem certo, e caso sim, eu volto pra contar tudinho.

Eu acabo todos os dias também estendendo meu trabalho ou qualquer atividade que eu tenha que fazer. Isso graças a localização do escritório da AIESEC NKUA, que fica bem no centro de Atenas (pertinho da ONG), me fazendo estar perto de tuuudo o que eu preciso e de bons cafés, além de estar sempre cheio de membros, ótimas companhias.

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E é assim que vai sendo minha vida como Grega, ainda tentaaando falar grego, mas no mood Perfect!

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