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A branquinha sem nome

17/11/2014

dog

Eu acho que ela vê o mundo nas cores preto e branco, é o que dizem. Ainda não atende por nome algum, pois essa garota de fucinho maroto ainda não tem um nome definido. É muito difícil decidir nome, sabe. Branquinha como a neve ela tem 3 pintinhas escuras nas costas. Parece que descobrir o poder de usar a boca foi a coisa mais incrível que lhe aconteceu. Ela morde tudo o que vê pela frente e tem uma certa piração por pés, poderia ficar mordendo o dia inteiro. Sua mãe é branquinha também, assim como ela, aliás seu nome é Branquinha. Ela tem dois irmãos e talvez sinta falta deles, mas eu vejo seu rabinho balançando boa parte do dia, então acho que está feliz com seu novo lar. Ela adora leite e detesta ração. Eu e ela somos meio parecidas, pois uma das coisas que ela mais gosta de fazer é dormir. Muitas vezes durante o dia você olha para ela e o olho começa a fechar devagar, devagarinho. De repente ela cai em um sono profundo, tão profundo que às vezes ela se meche dormindo e eu até me assusto. Suas posições para os cochilos favoritas são totalmente de lado ou ela vira uma bolinha branca e pequena embolada no meio da sua toalhinha laranjada. Ela adora cheirar também, cavar um buraquinho aqui ou ali e seguir a gente. Quando é cedinho ela fica batendo na porta toda alegre porque a manhã chegou e ela vai poder morder alguns pés. Suas primeiras palavras, digo, latidos, foram ontem. Parece aqueles cachorrinhos de pelúcia que dão cambalhotas. Só não gosto que ela confunde a cozinha com banheiro, e com muita grama e pedrinhas lá fora, sua privada favorita é o piso da cozinha. É incrível que uma coisinha branca tão pequenina assim consiga trazer uma felicidade tão rápido e fazer alguém se apegar tão facilmente, afinal, fazem apenas dois dias que nos conhecemos.

Ela veio parar aqui em seu novo lar por minha insistência. Filhotinha da Branquinha já mencionada, eu convenci meus pais a adotarem ela e trazer novamente a alegria que um cachorrinho traz na vida da gente, mesmo fazendo xixi nos lugares inadequados. A Luma de Oliveira se foi há um tempinho, e falta daquele latido eu sinto tanto. Ela partiu quando eu havia partido, mas não esperou eu voltar. Depois de 15 anos com nossa campainha em forma de bolinha de pelos preta, já era hora de trazer outro motivo para se preocupar e amar.

É tão fácil amá-los e tão simples aceitar uma nova vida dentro de casa. É mais fácil e recompensador ainda quando se adota. Adotar faz bem!

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