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A manhã de toda segunda-feira

24/11/2014

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A segunda-feira já tem sua má fama, coitada! A semana se dá início com aquela minha tortura diária colocando o despertador mais cedo que o necessário, para o prazer temporário do modo soneca. 5:30 am, o primeiro despertar. Assim segue mais uma hora e meia ou uma hora e 45, depende do dia. Na segunda-feira, é diferente. A segunda parece ter um despertar natural. O mundo parece acordar dos últimos 6 dias, da terça-feira até o domingo. Na segunda-feira tudo começa. São 7h da matina. O caminhão do lixo – de novo. Ele parece ter seu início justamente na minha rua – e eu me questiono a mesma coisa, no mesmo horário, por mais uma segunda-feira. São 7h e eu preciso me mexer, além do que o sono pede, para fechar a janela e abafar o que ouço lá de fora. Parece que quanto mais tento fugir do som que soa como um trombone na beira dos meus ouvidos, mais alto ele fica. Não bastasse ser a segunda-feira. Os “só mais 5 minutinhos” são perturbados pelo som da vida que desperta ali na rua. São 7h05 agora. Além do caminhão do lixo, que parece esperar até o momento em que saio de casa para seguir em frente, iniciam-se alarmes. Telefones da vizinhança tocando para quem quiser ouvir e ninguém atender. Algum despertador que não é o meu também deseja me acordar. São 7h10 e os sons ficam mais fortes. Eu respiro fundo e penso “só mais 5 minutinhos, foco no sono, o modo soneca já vai acabar e será hora de levantar”. Os 5 minutinhos acabam. São 7h15 da matina. É segunda-feira. Como se já não bastasse ser ela, eu sigo escovando os dentes, lavando o rosto, passando o batom vermelho e pegando minha bolsa ao som do mundo e seu levantar. Será que na segunda-feira os sons ficam mais altos? Ou é apenas o choque do despertar do domingo preguiçoso onde nem passarinhos parecem cantar? Será que na que terça, quarta, quinta e sexta-feira os mesmos sons se propagam e a gente nem percebe mais? São 7h40, eu estou entrando no elevador. Ele estava no térreo e vou perder mais um minuto até ir pegar meu ônibus. Eu sabia que deveria ter apertado o botão para subir antes de trancar a porta de casa. Seria um minuto a menos. É hora de colocar os fones de ouvidos. Eu sigo para pegar o meu ônibus abafando o som dos carros, dos caminhões de lixo, das buzinas, dos alarmes disparando, dos telefones tocando… Eu sigo na minha música e tudo já fica com cara de terça.

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