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A volta para casa

18/05/2015

É um pouco difícil lidar com a saudade, especialmente quando essa não é simplesmente saudade de alguém. É isso e muito mais. É isso e algumas sensações, momentos, rotinas e toda uma construção que aquelas pessoas, aqueles lugares e aquele gosto são capazes de compor.

Eu me lembro quando estava no Ensino Médio e queria de qualquer forma ir embora de casa para poder morar sozinha, conquistar minha liberdade e eu mesma definir quando e como arrumaria a cama ou o horário que eu iria dormir. E eu conquistei isso. Vim para uma cidade universitária e nos primeiros anos de faculdade o que eu mais estava a fim era de viver isso plenamente.

Acontece que o tempo foi passando e eu vejo claramente que após ficar a milhas de km de distância da minha terra natal, durante mais de 6 meses, me dei conta do quanto eu precisava e do quanto me fazia bem estar em casa, cumprir os horários dos meus pais, me alimentar corretamente e algumas vezes fazer coisas que eu achava um saco e não via a hora de ditar minhas regrinhas.

Depois que voltei dessa viagem, estar ali no meu lar novamente, seja por um fim de semana corrido ou nas férias de Natal, tudo passou a ser entendido por mim como algo que vai muito além de matar as saudades ou simplesmente ter que ir para a casa porque é feriado ou chegaram as férias. Nesses momentos e dias no meu lar, ao lado de quem está sempre com o coração apertado por conta da liberdade que eu queria tanto conquistar, no aconchego do meu quarto de adolescente, nas noites em que o clima de chuva e a sopa do Pai ou o chá da Mãe parecem ser tão mais completos e ter minha cachorrinha me acordando de manhãzinha, as voltas para casa passaram a ir muito além de matar uma saudade ou cumprir a viagem de feriado e se tornaram alguns dos momentos mais preciosos e em paz que eu tenho.

Não é que eu não queira mais me jogar no mundo, conquistar cada vez mais minha liberdade ou construir minhas histórias por aí, mas após uma semana disso e com apenas 3 dias de volta a minha vida real, eu só consigo pensar que quero a garantia desses momentos para sempre, assim que eu pegar um ônibus e com algumas horas dormidas, estar lá.

Bem que meu Pai sempre disse, no fim, não há nada mais precioso do que nosso lar.

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One Comment leave one →
  1. sonia permalink
    19/05/2015 12:41 AM

    Ahh minha baixinha…amor da minha vida, estamos aqui te esperando sempre!!

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