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A Marilyn que quebrou padrões

01/06/2015

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Tentei, mas não consigo recordar exatamente de onde surgiu minha admiração e encanto por Marilyn Monroe. Além de replicar sua clássica maquiagem em quase todos os dias da minha vida, ela me inspira muito além da beleza.

Já li duas de suas biografias, assisti filmes que contam um pouco sobre sua vida e obviamente, muitos dos quais ela participou como atriz. Por mais que eu não lembre do motivo que me deixou curiosa sobre sua vida, cada vez que entro no mundo dela de alguma forma, eu entendo mais e mais sobre os motivos que me fazem tê-la como uma inspiração.

Norma Jeane nasceu há exatos 89 anos atrás, no dia 01 de junho de 1926, e eu acho importante contextualizar um pouco sobre como era o mundo naquela época. Não que hoje a sociedade esteja no ideal de igualdade para com as mulheres (aliás, está bem longe de ser), porém, há 89 anos atrás a sociedade estava bem mais atrasada. Já Marilyn, essa estava bem mais à frente do seu tempo – ou talvez estivesse exatamente no tempo certo, iniciando uma quebra de padrões.

Quem conhece o mínimo que seja sobre sua vida, mesmo que apenas aquela que tornou-se manchete em capas de revistas e noticiários, sabe bem que ela foi extremamente julgada e rotulada naquela época por muitas de suas escolhas, as quais hoje não seriam nem de longe um absurdo. Já para outros tempos, o mundo talvez estivesse vendo pela primeira vez uma mulher como Marilyn, que fez o que queria, desde usar seu corpo como desejasse até ser a primeira mulher a posar nua para a Playboy.  É, ela definitivamente começou ali uma quebra de padrões.

Por trás de uma mulher com atitude, sonhos e sem medo de fazer o que bem entendesse, ela foi definitivamente mais uma vítima do machismo que ainda vivenciamos. Desde ter sido abusada sexualmente quando criança, ter de se submeter a fazer sexo com diretor de cinema para conquistar oportunidades (como muitas outras atrizes), até ser tratada simplesmente como um rosto bonito, uma mera loira burra e sem talento, a qual poucas vezes recebeu profissionalismo no trabalho ou o devido mérito por ser fonte de rios de dinheiro para a indústria cinematográfica Hollywoodiana.

Ler sua história, mostra não apenas o lado mais profundo e infeliz da vida de Norma Jeane, a qual nunca contou com lugar algum que ela pudesse realmente chamar de lar, mas também faz perceber em como, apesar de tudo, ela era determinada e não media esforços para conquistar o estrelato que parece nunca acabar. Porém, acima disso, ela foi sim uma mulher que colaborou e muito para a mudança do cenário de um mundo machista e quebra de padrões. Por mais que muitas de suas opções tenham resultado em descrença profissional por conta da época e muito julgamento, ela não se intimidou em mostrar quem realmente era e fazer o que desejasse. Acho que isso é um dos principais motivos pelos quais eu a admiro. Marilyn simplesmente era ela, sem medo e sem se preocupar com os padrões da época.

Já não bastasse isso, mesmo depois de mais de 50 anos em que se foi, nos quais os padrões de beleza foram completamente invertidos e o manequim 38 para menos tenha sido definido como o ideal, sua imagem consegue mesmo nos dias de hoje quebrar estereótipos de beleza. Marilyn Monroe não usava 38, mas mais do que isso, e mesmo assim ainda é considerada um dos maiores ícones de beleza feminina.

Uma mulher que já quebrou e ainda quebra padrões!

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