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Três dias em Santorini

10/06/2015

Era uma vez um vulcão… Ele entrou em erupção, houve uma grande explosão e assim surgiu um croissant gigante no meio do mar, um pontinho branco no Mediterrâneo.

Eu e a Clio fizemos a mesma promessa antes de ir para a Grécia: visitaríamos a Ilha Santorini, sem desculpas! Assim que surgiu o feriado de Independência da Grécia em uma terça-feira e a ONG me liberou na segunda, lá estava a única oportunidade de poder passar mais de dois dias por lá. O Mark, nosso amigo Holandês, bem que tentou nos convencer a ir em uma Ilha mais próxima e barata, mas eu e a Clio fomos persistentes e encaramos a viagem longa de barco sozinhas. Foi tudo bem em cima da hora, sendo que compramos nossa passagem de barco e reservamos o hostel no fim da tarde do dia anterior, sexta-feira. Pegamos algumas dicas sobre o que ver por lá com amigos gregos e pronto.

5 da matina as duas em pé, jogando as roupas dentro de uma bolsa e correndo para o ponto de ônibus. Mas aí tem Atenas e seus horários diferentes do ônibus para fins de semana, o qual só veio às 6h. Desesperadas, quando chegamos na estação de metrô, pegamos um taxi e chegamos minutos antes do barco se aventurar no Mediterrâneo. Eu consegui inclusive fazer nos atrasarmos mais por não acreditar que aquele barco, que estava mais para navio, seria o nosso. Juro, me senti no Titanic.

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Fomos com a Blue Star e a passagem de ida e volta foi um total de 70 euros – uma dorzinha no coração, mas era a promessa e a vontade de ir para Santorini falando mais alto. Em compensação, nosso hostel foi o oposto e só custou 20 euros por duas noites, com café da manhã incluso, uma localização ótima e motorista te esperando com uma plaquinha quando você chega no porto. Chama-se Villa Toula e fica em Fira, a capital de Santorini, e aqui fica minha recomendação (provavelmente no verão esse preço sobe muito). A única prevenção é o susto que pode ter em uma madrugada com uma pessoa bêbada batendo na sua porta, é a mãe ou pai da dona do hostel, até hoje não temos certeza. No fim você vai dar risada, então está tudo certo.

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Foram cerca de 6 ou 7 horas no barco, e tirando a coisa boa que é ver a imensidão do mar e sentir-se no meio do nada, leve algum baralho, casaco, remédio para enjoo e comida. Enfim chegamos, e lá estava o taxista nos esperando com uma plaquinha. A subida do porto para chegar de fato onde fica a cidade já te faz não desgrudar os olhos da paisagem – e tudo narrado pelo morador local. É um lugar inacreditável!

Chegamos no hostel cerca de 16h da tarde, então decidimos deixar as coisas por lá e correr aproveitar o primeiro dia para conhecer Fira. Passeamos por tudo, e é muito engraçado porque é impossível se perder, quando você acha que não sabe mais onde está, se dá conta que voltou ao local de origem. As ruas minúsculas que parecem labirintos, as lojinhas, as casas branquinhas e azuis, e especialmente a vista, é tudo uma composição que não existe igual em outro lugar do mundo.

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No fim da tarde fomos ver o belo pôr do sol e claro, pela noite, comer um Souvlaki barato e gostoso, além de garantir o ticket para visitar o vulcão que deu origem a Ilha no dia seguinte. Infelizmente no inverno não é todo lugar que abre por lá, portanto não espere grande movimento e agito noturno, que segundo o taxista, no verão tem de sobra. Porém, vou repassar algumas dicas de amigos gregos que bem conhecem bem o lugar. Para começar, em Fira existe um bar com ótimos coqueteis que vale a visita, chama-se Casa Blanca.

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Domingo acordamos cedo e tomamos o café do hostel ao ar livre – imagine aqui uma casinha no mesmo estilo do filme 4 Amigas e um Jeans Viajante -, naquele clima de viagem que você acorda disposto e com um bloquinho de notas e mapa na mão organizando um dia para se surpreender.

Recebemos a dica de descer até o porto a pé para pegar o barco que nos levaria ao vulcão, porém resolvemos ir de teleférico. Esse custa 5 euros e vale a pena mesmo sendo meio rápido, mas não faça a mesma besteira que nós e invista os 5 euros para a volta, porque meus amigos, eu nunca na minha vida achei que fosse morrer de cansaço e dificuldade para respirar como na volta. As escadas são intermináveis e dificilmente você encontra uma sombra por aquele caminho. Os burrinhos estão ali na espera por turistas para subir com eles, mas pareceu muito desumano fazê-los carregar nosso peso naquele sol escaldante.

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Chegando no porto, já vimos o barco que nos levaria para o Vulcão. O passeio no meio do mar com pessoas de todo canto do mundo, não tem preço.

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Logo chegamos no Vulcão, uma mistura de caminhos, formações rochosas de diferentes cores e uma vista incrível para a Ilha de Santorini. A caminhala é longa, portanto é bom levar muita água para esse passeio. Após isso, voltamos para o barco e paramos em uma região onde a água era mais quentinha e o pessoal se jogou para nadar no mar.

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Para quem vai no verão ou caso fique menos tempo por Santorini, visitar o Vulcão não é bem uma prioridade. Nos arrependemos muito de não ter aproveitado o tempo para conhecer uma fábrica de vinho, do famoso Vincenti (para comprá-lo você encontra nos 4 cantos), mas aí fica a critério do tempo, dinheiro e gosto.

Voltamos para a terra e era hora de conhecer o lugar mais encantador da Ilha: Óia. Aqui entra uma das boas surpresas de Santorini para Turistas perdidos e sem grana, o transporte. Você pode visitar todos os lugares de ônibus, de Óia até as praias, com um extremo conforto e bom preço. Só vale ressaltar que é importante checar sempre os horários com antecedência, pois o intervalo de tempo entre eles é um pouco longo e você pode perder tempo se não se planejar.

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Óia é também um lugar para se deixar levar e caminhar sem rumo no meio das casinhas brancas de detalhes azuis. Assim que você chega tem uma Igreja bem conhecida, não pude entrar pois estava tendo um casamento (quer coisa mais romântica?), mas vale a visita. No meio de inúmeras lojinhas de souvenirs você se depara com a Atlantis Books, uma livraria internacional encantadora e que eu já contei melhor sobre aqui.

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A promessa do pôr do sol mais incrível da sua vida te esperar em Santorini não é balela. Para encontrar o lugar mais clássico de lá para assisti-lo, você nem precisa de mapa. Basta seguir o fluxo que irá encontrar muita gente reunida no fim de tarde, sentados e com suas lentes invejáveis fazendo foto daquele momento lindo. Além disso, para quem sonhava em colocar um cadeado na ponte de Paris, pode amarrar algo em nome do amor em Santorini. Só tivemos um dia para ver o pôr do sol em Óia, mas vários restaurantes, hostels e inclusive a livraria que visitei, possuem locais feitos especialmente para apreciar essa beleza do céu.

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Minha amiga da Grécia indicou um café por lá, chamado Melenios. Ele fica lá embaixo perto do Mediterrâneo e oferece comida do mar. Chama-se Katina, escrito em letras vermelhas.

No dia seguinte era hora de se aventurar para lugares mais distantes: as praias. Como iríamos embora no fim da tarde, tivemos de escolher apenas uma. Pegamos o ônibus que nos levou por aqueles caminhos incríveis até chegar na Black Beach, onde a praia é realmente preta e a dica de restaurante por lá é o Dixtia, com comida do mar. Nossa parada, entretanto, foi na praia seguinte, a Red Beach. Infelizmente, se tem uma coisa que ela peca são as pedrinhas no mar, o que torna bem doloroso um mergulho, mas sem dúvidas vale a pena conhecer – e molhar os pés mesmo no inverno, afinal, nunca se sabe quando irá voltar em uma praia de Santorini.

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Na volta você pode fazer uma parada em uma famosa vila, chamada Pirgos, onde dizem ser bem tradicional e linda.

Chegamos no Hostel, pegamos as malas e recebemos carona do taxista como desculpa pelo bêbado(a) do meio da noite anterior. Ele fez questão de nos contar inúmeras histórias durante o caminho para o porto acompanhado de mais um pôr do sol, e ainda se ofereceu para dar uma de fotógrafo oficial.

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Chegamos no nosso Titanic e já era hora de dormir nos bancos da classe econômica que nunca pareceu tão confortável.

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