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Prefiro minha utopia

02/07/2015

Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que tem uma visão do mundo e da vida bem idealista.

Na realidade, é isso o que dizem. Eu apenas penso que é o certo.

Eu acredito que cada um de nós deveria ser livre o suficiente para fazer o que nos faz feliz, tudo isso claro, até onde não invada a liberdade de outros.

Eu sou a favor do aborto, do casamento gay e da descriminalização da maconha.

Sou contra a redução da maioridade penal, contra reeleição e contra a política ser encarada como uma carreira.

Eu tenho fé que sim, a educação é capaz de mudar o mundo.

Se um dia eu tiver filhos, irei apoiá-los caso queiram ser atores, jogadores de futebol ou astronautas.

Eu sou contra o patriarcado, acho que deveria existir licença paternidade e não vejo a mulher como responsável por cozinhar ou limpar a casa.

Sou contra cantadas no meio da rua e contra comerciais de cerveja que tratam a figura feminina simplesmente como um objeto sexual.

Eu não entendo a metodologia de ensino das escolas e universidades. Na minha opinião, tudo está bem atrasado e quadrado.

Não faz sentido para mim empresários usando terno e gravata em pleno verão tipicamente brasileiro.

Também não curto rótulos, classificações ou estereótipos. Acho que a vida é feita de momentos e ninguém precisa te classificar pelas suas fases.

Eu não entendo o que passa na cabeça de pessoas que furam o sinal vermelho, jogam lixo no chão, usam atestado falso para faltar ao trabalho e não devolvem o troco que veio a mais no mercado. Não acho que fazer qualquer uma dessas coisas torna alguém esperto.

Eu também não entendo como o mundo pode ser tão desunido, como crenças são capazes de segregar as pessoas e em como a cor da pele pode influenciar na contratação ou não de um funcionário.

Não compreendo como uma mulher é considerada puta por transar com um cara no primeiro encontro, enquanto o homem é considerado foda, vadia por usar uma saia curta demais, enquanto o homem anda por aí sem camisa, depravada por se masturbar, enquanto o homem se gaba disso desde os 10 anos de idade, e biscate por um vídeo vazado na internet, enquanto o homem é considerado O cara.

Além de tudo isso, acredito que somos uma metamorfose ambulante e acho isso maravilhoso, mas sabe, isso me da um pouquinho de medo por conta de uma frase que me dizem em conversas sobre esses assuntos.

Muitos já me falaram que sou idealista demais, que o que eu acredito é utopia e as coisas são bem diferentes no mundo real, no mundo “adulto”, e que quando eram jovens eles “pensavam exatamente como eu, mas…”.

Mas… Mas o que?

Nesses momentos peço para que, por favor, eu nunca mude essa visão idealista e sonhadora da vida.

O mundo não muda com pessoas que desistem de um mundo ideal, feliz e justo. O mundo não muda com pessoas que acham que o caminho para chegar lá é complexo demais para valer a pena. O mundo não muda com pessoas céticas, acomodadas ou conformadas.

Ele muda com pessoas idealistas e sonhadoras. Muda com aqueles que acreditam o suficiente que o ideal é possível para serem capazes de transformá-lo em realidade.

Então com licença, pois por hoje – e espero que sempre – eu escolho minha utopia!

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One Comment leave one →
  1. Sisenando Amorim permalink
    02/07/2015 8:06 PM

    Grande texto Bah! Essa forma corajosa de se posicionar diante da vida, é só uma das inúmeras razões pela qual eu te admiro tanto. Bj no seu coração. Nando.

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