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o mundo que sempre esteve em mim

09/11/2015

De um lado eu vejo três meninas com um coque no alto, maquiagem marcante e ao mesmo tempo delicada, vestindo o tutu e a sapatilha de ponta. Logo elas treinam 3 ou 4 rodopios sem se importar com quem está olhando. Caminho mais um pouco e vou escutando mais alto as batidas do hiphop. Me deparo com uma pequena pista xadrez e várias pessoas batendo palma, vibrando a cada conquista de passos improvisados dos dançarinos que se desafiam bem no meio de todos, e que ao fim de cada batalha, se cumprimentam com um tom de admiração pelo seu concorrente.

Vou ao banheiro e são inúmeras garotas vestindo seus figurinos, relembrando passos e fazendo o delineado mais perfeito possível. Volto para minha cadeira ansiosa por cada movimento que me aguarda naquele palco e me deparo com 4 amigos com os dreads mais loucos e incríveis que já vi na vida, dançando de uma forma hipnotizadora ao som da música que alguém deixou tocando enquanto o festival não começava.

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Esse é o mundo que eu sempre sonhei em pertencer e nem sabia direito como era. Cada apresentação, cada passo, batida e movimento me deixavam mais certa de que esse mundo deveria fazer parte da minha vida e eu dele. Nele eu senti toda a liberdade e expressão que a dança sempre me proporcionou, mesmo quando somente eu, meus movimentos e o espelho do meu quarto. Eu sempre quis e nunca soube como.

Todos aqueles ritmos, aquelas tribos, aqueles movimentos que fazem com que cada um ali se identifique de alguma forma e pertença ao mesmo mundo. É um mundo que arrepia e faz sentir. É cheio de sentimento, de emoção e de entrega. Repleto de liberdade e da expressão mais profunda que queremos compartilhar com o mundo.

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A dança sempre me trouxe todos esses sentimentos, e durante minha pausa das aulas por 7 anos, meu espelho passou a ser o único a refletir todos eles. Pode ser às 4h da manhã em que no auge da insônia eu sou capaz de transferir a minha mente para um palco e me expresso literalmente como se ninguém estivesse vendo. Pode ser quando caminho na rua acompanhada pela música nos fones de ouvido, onde minha mente começa a viajar, criar passos e coreografias, as quais surgem sabe-se lá de onde. Meus pés e braços tornam-se impacientes e o que eu mais desejo nesses momentos é explodir essa impaciência em movimento.

A dança me faz e sempre me fez sentir liberdade. Ela é capaz de me fazer expressar um eu interior que nada mais consegue transparecer, pois eu me entrego sem medo e sem receio. É natural. Ela foi a minha primeira paixão, a mais genuína e sincera de todas – aquela que se descobre sozinho mesmo, sabe? A cada movimento tenho mais certeza de que este mundo sempre esteve em mim, e hoje de volta, descobri que nunca deixei de pertencer a ele.

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3 Comentários leave one →
  1. Gabriel permalink
    11/11/2015 1:50 AM

    😊https://youtu.be/9HRX3SMy8FE

  2. Gabriel permalink
    11/11/2015 1:46 AM

    😊 https://youtu.be/9HRX3SMy8FE

  3. Sisenando Amorim permalink
    09/11/2015 11:39 PM

    Isso é essência de vida… A paixão pela arte, confunde-se com a paixão pela vida! Viver essa paixão é simplesmente ser feliz. Parabéns Bah.

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